Categoria: ARTIGOS

  • BABESIOSE

    BABESIOSE

    A Babesiose é uma doença causada por um protozoário não transmissível ao homem. A transmissão para o cão se dá pela picada de um carrapato infectado (Rhipicephalus sanguineus). 

    O carrapato pica um cachorro doente, se infecta e vai picar um cão sadio, transmitindo assim a babesiose. O parasita infecta os glóbulos vermelhos do sangue, local onde se multiplica. Há rompimento desses glóbulos (momento em que ocorre febre), e os parasitas vão se alojar em novas células e assim por diante.

    A destruição de um grande número de células vermelhas irá causar a anemia. Assim, um cão doente apresentará como sinais clínicos: perda de apetite, desânimo, letargia, icterícia (amarelão) ou palidez nas mucosas (gengivas e conjuntiva), típicos de um animal anêmico. 

    O diagnóstico é feito através dos sinais clínicos, histórico de infestação por carrapatos e exame de sangue, que detectará o parasita (pesquisa de hematozoários). 

    O tratamento é eficaz e a mortalidade é baixa quando o cão é tratado a tempo. Em alguns casos é necessária transfusão sanguínea, quando o quadro de anemia é bastante grave. O cão fica curado, mas nada impede dele ter a doença outras vezes, se for picado por um carrapato contaminado. O controle do carrapato é importantíssimo para se evitar a doença.

  • AS PULGAS PODEM CAUSAR DOENÇAS

    AS PULGAS PODEM CAUSAR DOENÇAS

    As pulgas podem causar danos diretos ou indiretos à saúde do animal. No verão o problema aumenta. A pulga encontra condições favoráveis à sua reprodução, ou seja, calor e umidade. Mas é importante é combatê-las, não só nos meses quentes, mas durante o ano todo.

    Verminose também podem ser transmitidas pelas pulgas em cães e gatos. O mais comum é o Dipylidium caninum. Estes vermes têm aspecto de grãos de arroz quando encontrados mortos nas fezes ou nos pelos, próximos à região do ânus do animal. Em grandes quantidades, o verme pode causar convulsões. Todo animal que teve uma infestação por pulgas deve ser vermifugado. 

    A Dermatite alérgica à picada de pulgas é uma das alergias mais comuns nos cães e gatos. É um problema que pode ser transmitido dos pais para os descendentes. A saliva da pulga causa uma forte reação alérgica no animal, desencadeando um prurido muito intenso. Queda de pelos, feridas, descamação e mau cheiro são sinais clínicos frequentes. Pode se desenvolver uma infecção na pele. O tratamento é feito com prescrição do médico veterinário. Os animais que desenvolvem a dermatite alérgica apresentam os sinais mesmo com pequenas infestações por pulgas. Assim, o combate ao parasita tem que ser intenso e é o único meio de se controlar a doença.

    Se o animal tiver uma grande infestação por um tempo prolongado, ele poderá apresentar um quadro de anemia já que a pulga se alimenta de sangue. Animais jovens ou idosos são mais susceptíveis. A anemia tornará o cão letárgico e inapetente. De nada adianta tratar a anemia se o animal continuar infestado pelas pulgas. 

    Os animais quando infestados por pulgas também podem ficar estressados, mais irritados, e às vezes agressivos. A coceira intensa pode fazer com que o animal pare de se alimentar e perca peso. Animais cardíacos ou com alterações na coluna podem ter o problema agravado pelo esforço constante em se coçar, chegando a ficar exaustos e ofegantes.

    Uma infestação por pulgas pode causar muito mais do que uma simples coceira nos cães e gatos. Assim, devemos combate-las evitando dor de cabeça para nosso pet e para nós mesmos.  Procure um médico veterinário de sua confiança para um controle efetivo das pulgas em seu animal e no ambiente.

  • ALGUNS MOTIVOS PARA PASSEAR COM SEU CACHORRO

    Não é raro ouvimos donos de cães questionando a real necessidade dos passeios diários com os peludos. Não é raro a gente ouvir coisas como:

    – Minha casa é grande, ele tem acesso a tudo. 

    – Tenho um quintal amplo, ele pode correr e brincar quanto quiser.

    – Ele nunca fica sozinho em casa, sempre tem gente para ficar com ele.

    – É claro que ele pode fazer xixi em casa, o jornalzinho está sempre pronto.

    – A gente sai de carro e de vez em quando ele vem com a gente.

    Bem, essas e outras frases fazem parte da rotina de muitos donos de cães. É claro que não fazem por mal, mas há muitos motivos importantes para levar seu peludo para passear. Com certeza ele terá uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos.

    Um cachorro que tem acesso à casa toda é muito bom, mas se o único mundo que ele conhece é sua casa, prepare-se para ter um vigia tempo integral. O grande problema desses cães é que o mundo ao redor torna-se ameaçador. O cachorro só conhece sua casa e as pessoas que moram com ele, ou seja, ele não vai ser sociável o suficiente para viver em sociedade. Cada vez que ele tiver que sair (veterinários, viagens, etc), vai ser um estorvo para os donos, pois a atenção terá que ser dobrada e os cuidados redobrados.

    A socialização do cachorro é fundamental para qualquer situação. Muda desde a maneira dele se comportar na rua ou em lugares estranhos até a maneira como ele recebe visitas em casa. Quem já passou pela experiência de visitar amigos que tenham um cachorro que não foi devidamente socializado sabe o quão desagradável se torna essa situação. Então, donos que amam seus peludos, nada como passeios diários para torná-lo amado pelos seus amigos também.

    Esse é apenas um dos vários motivos. Para quem pensa que tem um quintal grande e o peludo vai correr e brincar o dia todo, más notícias. O cachorro só corre e brinca pelo quintal quando estimulado, ou seja, quando alguém fica com ele jogando bolinha, fazendo companhia e correndo, ou simplesmente, em outras palavras, obriga-o de forma gostosa a fazer exercícios. Um outro cão pode ser também estimulante, mas nesse caso você deve ter vários outros cuidados.

    A falta de caminhadas diárias pode tornar o cão hiperativo e destruidor. O cão tem uma energia quase inesgotável e, se ele não gastar pelo menos um pouco dessa energia nesse tipo de exercício, pode direcioná-la para outras atividades, na maioria das vezes politicamente incorretas como por exemplo destruir móveis, roer batentes, portas, mesas e cadeiras ou simplesmente correr alucinadamente pela casa correndo o risco de, além de derrubar tudo, se machucar.

    Na verdade, existem inúmeras razões para tornar o passeio com o peludo parte da rotina diária de vocês, inclusive o vínculo que se fortalece quando o animal sabe que vai passear com você, que será uma atividade agradável entre ele e o dono, uma troca, um momento que eles dividem, além disso, ninguém pode negar que uma caminhada é extremamente saudável para os bípedes também.

    Bem, todos os cães, independente de raça, precisam de uma dose diária de exercícios para manter a forma e a saúde. A quantidade desse exercício varia de acordo com raça, idade e tamanho. 

    Na verdade, conforme você for fazendo dos passeios uma rotina, você mesmo vai perceber as necessidades de vocês dois. Inclusive se você for sempre aos mesmos lugares, terá muitas trocas de experiência com outros donos que também frequentam esses mesmos lugares. Depois você vai perceber que o cachorro é um excelente relações públicas nos passeios, isso já deu até casamento… 

    Quando você adquire um cachorro, adquire junto uma lista de responsabilidades e uma nova rotina. Alimentação, carinho, cuidados, banhos, visitas ao veterinário, inclua nessa rotina seus passeios diários. O cachorro é resistente a variações climáticas, então nada de se acomodar porque tá muito frio ou ficar com preguiça porque tá muito calor. Com certeza seu peludo vai curtir e agradecer com muito carinho.

    Bem, agora um assunto que gera muitas discussões, a coleira. Evite sair com seu cachorro solto. Eu sei que é realmente gostoso andar com o cão ao nosso lado sem guia, dá uma sensação de poder, amor incondicional, parceria e reciprocidade. Mas tenhamos sempre em mente que o cão, assim como todos os outros animais, é imprevisível. Qualquer coisa que chamar a atenção dele pode fazê-lo sair em disparada, principalmente se a “coisa” em questão for uma sedutora cadelinha no cio e seu animal for um conquistador. Pode aparecer um pequeno animal que lhe chame a atenção e, nessa hora, o instinto de caça fica mais aguçado. Pode um cachorro bravo estar passeando na guia e o seu vai dar um “oi, amigo” e sair machucado. Tudo isso sem contar a quantidade de cachorros atropelados que vemos por aí.

    Se a sua reclamação é que o cachorro puxa muito e você se cansa demais, nada como um bom treinamento para fazê-lo andar ao seu lado. Procure conhecer a coleira Gentle Leader, que não deixa o cachorro puxar, não enforca o animal e ao mesmo tempo age mostrando que você é o líder da matilha, sem acabar com nossos braços. Alguns veterinários brasileiros já conhecem e indicam seu uso.

    Bem, se você se animou e resolveu virar um atleta junto com seu cão, leve-o ao veterinário e certifique-se que ele não tenha nenhum problema cardiológico ou respiratório, assim como nas juntas ou ossos. De preferência avise que você vai começar com essa atividade e peça um check-up do seu companheiro. 

    Agora é só juntar os acessórios, colocar seu tênis mais confortável e começar e se divertir. BOM PASSEIO!!! 

    PS: Não se esqueça do saquinho para catar os “presentes” que nosso amigo deixa pelo caminho.

  • ALERGIA EM CÃES E GATOS

    Da mesma forma que os humanos, os cães e gatos são frequentemente acometidos de doenças alérgicas. Estima-se que entre 25 a 30% de todos os cães sofrem de alguma doença alérgica. As doenças alérgicas nos cães são a causa mais frequente de consultas nas clínicas veterinárias das grandes cidades. 

    Em um país de clima tropical como o nosso, os alérgenos mais importantes são os fungos e bolores, seguidos de inalantes encontrados dentro das casas tais como: lã, algodão, juta/sisal, fumaça de tabaco, carpete e gramas das mais variadas. Em algumas regiões do Brasil o alérgeno mais importantes é o pólen das árvores. Os alimentos são responsáveis por aproximadamente 10% dos casos de alergias.  

    Descobrir as causas da alergia nos cães e gatos é não muito fácil. Já existe no Brasil um teste que é feito com uma pequena amostra de sangue. 

    As alergias tem um forte componente genético e ambiental. Nem sempre filhotes de pais alérgicos vão desenvolver alergias, mas a probabilidade existe e é bem elevada, embora o fator ambiental também seja responsável pelo desenvolvimento das alergias. É muito frequente encontrarmos proprietários de cães alérgicos também serem alérgicos. Isto tem uma relação direta onde o animal e o proprietário vivem. As alergias não têm cura mas podem ser controladas. 

    Infecções de pele são os sintomas mais frequentemente encontrados nos animais alérgicos. Os animais, quando se coçam com as patas ou com a boca, abrem pequenas fissuras na pele, por onde entram bactérias. Estas bactérias se reproduzem nas camadas internas da pele, causando lesões, algumas delas bastante graves. 

    Na grande maioria dos casos as alergias vem acompanhadas de várias doenças de pele, que precisam ser diagnosticadas e tratadas de acordo.  Existem inúmeras doenças que podem ser confundidas com alergias. 

    Aproximadamente 5 meses após o início do tratamento. Isto pode variar de paciente para paciente. Alguns animais começam a manifestar melhora no quadro após um mês, e outros podem demorar até 9 meses para começarem a melhorar. 

    Para a grande maioria dos pacientes as alergias são disfunções imunológicas que devem ser acompanhadas durante toda a vida do animal. Procure um veterinário de sua confiança para o diagnóstico bem como tratamento específico.

  • AGRESSIVIDADE NOS CÃES

    AGRESSIVIDADE NOS CÃES

    Para tratarmos da agressividade, é fundamental descobrir o porquê da agressão. Os motivos mais comuns são: a agressão por dominância e a agressão por medo. A agressão por dominância acontece quando damos liberdade demais para o peludo, através de mimos e regalias 24 horas. Já falamos sobre hierarquia, então, se ele recebe tudo de graça, se sente o líder da matilha.

    Ele fica lindo deitado no sofá e vendo TV, mas vai algum “subalterno” tentar tirá-lo de lá… Ou que tal contrariar o chefe? Tente tirar um brinquedo da boca dele ou incomodá-lo durante as refeições… Sinta-se satisfeito se você continuar com cinco dedos em cada mão.

    A agressão por dominância vai desde um simples rosnado, um levantar de lábios deixando os dentes à mostra, até um ataque real.

    Nestas situações, o tratamento é doloroso para os donos, mas quando bem feito pode transformar seu monstro peludo num grande amigo. Você tem simplesmente que mostrar a ele que quem manda é você. A partir de agora as regalias são cortadas, para ele entender que o dono da situação é você. Quando um cão dominante coloca a cabeça dele embaixo da sua mão, ele não está pedindo carinho, mas sim exigindo. Ele só vai receber carinho após aceitar algum comando (por exemplo, “senta”).

    Um passo importante está relacionado à refeição. O líder da matilha é o dono da comida (entre outras coisas). Ele não pode ter comida 24 horas. O ideal é que você coloque a ração dele no prato, deixe numa altura que ele não alcance e vá comer (se não for horário da sua refeição, pegue uma fruta ou qualquer coisa na geladeira e coma). Ele só vai ter acesso à comida depois que você comer. Coloque o prato dele no lugar e, se ele não comer em 20 minutos, tire a comida e só o alimente na próxima refeição (não se preocupe, ele pode ficar até 5 dias sem comer). Se ele estiver comendo e passar 20 minutos, espere ele acabar. Tire o prato se ele não mostrar interesse nesse tempo. 

    Brinquedos, petiscos, carinho, tudo que ele adora, ele só vai ter acesso depois do seu comando.

    Bem, quando a agressão é por medo, o ideal é mostrar para ele que não existe razão para isso. O problema é que fazemos isso da maneira errada. Se ele tem medo de trovão, a tendência do dono é acariciar o animal quando tem barulho. Fazendo isso você está estimulando o medo dele. O certo é, nessas horas, mostrar que isso é normal e a vida continua. Pegue a bola dele e jogue, brinque fazendo com que ele esqueça do barulho.

    Faça tudo com o animal em pequenas doses. Faça ele se aproximar do objeto do medo de uma maneira calma, com recompensa. Não o coloque numa situação de estresse, senão o medo acaba aumentando.

  • A PRIMEIRA NOITE DO FILHOTE EM CASA

    A PRIMEIRA NOITE DO FILHOTE EM CASA

    O filhote irá sofrer um grande estresse pela separação da mãe e mudança de ambiente. O mesmo acontece com cães adultos que mudam de casa ou dono. Escolha o local definitivo onde o cãozinho irá ficar e ali coloque uma caminha, recipientes para água e comida, e alguns brinquedos.  Seja paciente, que aos poucos ele aprende as regras da casa. Dê atenção e carinho para diminuir o estresse. Mas sem exageros. 

    Nas primeiras noites ele certamente irá chorar, uivar e arranhar a porta ‘clamando’ por companhia. Coitados dos vizinhos… Não ceda, deixe-o chorar e repreenda-o uma só vez, depois não apareça mais por lá. Pode parecer cruel, mas se você deixar o filhote dormir em seu quarto ou ficar com ele no colo nas primeiras noites, você estará trilhando um caminho errado.

    Seu cão se tornará dependente de companhia e, toda vez você tiver que sair, ele não aceitará ficar sozinho em casa, e fará um escândalo. Aí o choro, o latido e o uivo serão para a vida toda.

    Impondo regras desde o início, em poucos dias ele se acostumará a dormir sozinho. Procure oferecer a mesma alimentação que ele comia no canil, e se quiser mudá-la, faça-o gradativamente. Passado o primeiro dia, é hora de levá-lo ao veterinário para um exame completo e demais orientações.

  • A HORA DO PARTO

    A HORA DO PARTO

    Uma semana antes do parto, defina o local onde a fêmea dará a cria. Coloque uma caixa de papelão ou madeira (“caixa de parição”) de tamanho suficiente para acomodar a cadela e a ninhada, confortavelmente. As laterais da caixa devem ter altura que permita a entrada e saída da fêmea com facilidade, mas que impeça que os filhotes saiam. Deixe panos ou cobertores na caixa para que ela vá se acostumando com o local.

    Sinais que o parto está próximo:

    Vinte e quatro horas antes do parto, a fêmea para de comer e se aninha na caixa de parição. A temperatura corpórea começará a baixar. Quanto mais próximo do momento do nascimento, mais agitada e inquieta a cadela ficará. Ela irá cavar a caixa, tentará juntar os panos, estará preparando o ninho. 

    Impeça que ela vá parir em locais de difícil acesso (em baixo de camas ou móveis). Após o nascimento do primeiro filhote, a fêmea irá cortar o cordão umbilical, lamberá o filhote para o estimular e secar, e irá comer a placenta. Cada filhote será acompanhado de uma placenta. Deixe que ela coma, pois a placenta fornecerá nutrientes para a cadela.

    É importante que se peça orientação ao veterinário sobre os sinais normais e anormais de um parto. Uma ninhada pode ser perdida por falta de experiência da cadela ou demora na saída do primeiro filhote. O veterinário irá orientar como proceder e quando será necessário o acompanhamento em caso de anormalidades durante o parto. Em alguns casos, é necessário recorrer à cesariana.

    Causas de perda da ninhada:

    – demora na saída de algum filhote por falta de dilatação ou fetos muito grandes; 

    – falta de contrações para a expulsão dos filhotes;

    – eclampsia: falta cálcio, o útero não contrai; é quadro de emergência veterinária.

    – torções do útero que impeçam a expulsão dos filhotes.

    A ninhada 

    Os filhotes irão mamar logo após o nascimento, e irão adquirir os anticorpos passados pelo leite materno, o colostro. Cadelas não vacinadas fornecerão bem menos anticorpos do que aquelas que tenham a vacinação em dia.

     

    A cadela permanecerá no ninho o dia todo, só saindo para urinar e defecar. Colocar a água e a comida próximas à cadela. Muitas delas podem ficar agressivas com a aproximação de estranhos, ou mesmo do dono. Não insista, pois o instinto materno falará mais alto e a fêmea poderá atacar.

     

    A cadela irá lamber os genitais e ânus dos filhotes, o que os estimulará a defecar e urinar. A mãe irá comer os dejetos dos filhotes. A partir de 20 a 25 dias de idade, a cadela começa a rejeitar a ninhada. É hora da orientação do veterinário quanto ao desmame.

    Os filhotes abrem os olhos com 10 a 15 dias de idade. Os dentes começam a nascer entre 25 e 30 dias. Com 15 dias eles já começam a dar os primeiros passos, meio arrastados. 

    Com 30 dias de idade, prepare-se!! A mãe já não terá paciência com os filhotes e eles, por sua vez, já não ficarão quietinhos dentro da caixa… Estará instalada a bagunça!

    Os cãezinhos podem ser separados da mãe a partir de 45 dias de idade. 

    Orientar o novo proprietário a levar o cãozinho ao veterinário para exames e início da vacinação.

    Não deixar que o filhote saia na rua ou tenha contato com outros cães antes de completar todas as vacinas.

  • CACHORRO COM NARIZ ROSA, É NORMAL?

    Cachorros com nariz (trufa) rosa é normal mas fique atento a sinais, pode ser sinal de doença ou machucado.

    A cor do nariz (trufa) dos cachorros é determinado por fatores genéticos. Apesar de ser normalmente preta, a pigmentação do nariz também pode ser rosa, marrom e da cor do cachorro. Então cachorro com nariz rosa é normal? Sim, mas também pode significar algum problema de saúde.

    O caso mais comum de cachorros em que o nariz vai perdendo a coloração preta e se tornando rosa é o chamado “snow nose” (nariz de neve) ou “winter nose” (nariz de inverno), é quando o pet troca a coloração do nariz durante o inverno e voltando ao preto durante o verão. Isto é comum em raças como o Labrador Retriever, Golden Retriever, Boiadeiro Bernês e o Husky Siberiano.

    Em diversas raças o cachorro pode apresentar a troca na coloração do nariz de preto para marrom ou rosa durante o envelhecimento. A causa está na enzima Tirosinase, responsável pela produção do pigmento. A enzima também é sensível a temperatura e funciona melhor em temperaturas quentes, o que explica a mudança da cor no inverno.

    Problemas físicos do animal também podem causar a perda na coloração do nariz. Às vezes, o nariz fica rosa devido a doença ou trauma, uma vez curado, o nariz volta a ter a cor original. O mesmo acontece se o cachorro machuca o nariz com algum arranhão ou corte.

    Alguns cachorros têm alergias à materiais plásticos e a utilização de potes para alimentação e água podem irritar o nariz do seu pet, neste caso, utilize potes de aço inox.

    Filhotes

    Em muitas raças de cachorros os filhotes apresentam o nariz rosa no nascimento e com o tempo, que pode variar de semanas a meses, se tornam pretos.

     

    Vitiligo

    Vitiligo é uma doença no sistema imunológico que podem ser a causa de nariz rosa em cachorros. Porém, cachorros com essa doença normalmente apresentam manchas brancas pelo corpo. Algumas raças têm mais propensão de apresentar Vitiligo: Doberman, Pastor Alemão, Rottweiler e Dachshund. Um veterinário poderá diagnosticar a doença. O Vitiligo canino não é um risco a saúde do animal e há alguns tratamentos para amenizar a descoloração do cachorro.

     

    Proteção

    Se você tem um cachorro com nariz rosa, utilize protetor solar de uso veterinário na parte despigmentada do animal. Sem proteção, poderá ocorrer queimaduras e até desenvolver câncer

    Ao identificar alguma mudança na coloração do nariz do seu pet, analise sua condição física, se o cachorro continua se alimentando, brincando e aparentemente saudável, provavelmente não há com o que se preocupar. De qualquer forma, sempre aconselhamos a levar o pet ao veterinário, só ele poderá tirar suas dúvidas e fazer uma melhor analise do animal.

  • COMO IDENTIFICAR PROBLEMAS COM A ORELHA DO CACHORRO

    COMO IDENTIFICAR PROBLEMAS COM A ORELHA DO CACHORRO

    Alguns sintomas de que o cachorro pode estar com problemas de ouvido:

    – O cachorro balança demais a cabeça, algo o parece incomodar.

    – Forte odor no ouvido.

    – O cachorro está com feridas na parte interna da orelha.

    Clínica Veterinária 4 Patas

    Passo a passo de como limpar a orelha do seu cachorro:

    – Devemos analisar como está a orelha do cachorro. Caso você ache que está muito suja, com forte odor e/ou machucada, leve o seu cãozinho ao veterinário.

    – Após breve análise, devemos separar o material para a limpeza. Um frasco de loção para limpeza de ouvidos caninos e algodão.

    – Aplique o produto dentro da orelha do cachorro.

    – Massageie a orelha de forma a espalhar o produto e também amolecer a sujeira.

    – Pegue uma bolinha de algodão e comece a retirar a sujeira da orelha, se o algodão estiver sujo, troque por outro e continue a limpeza até não haver mais sujeira ou líquido no ouvido do cachorro.

    – Repita o procedimento na outra orelha.

    – Recomendamos uma recompensa por bom comportamento. Toda vez que o seu cachorro se comportar bem em alguma atividade de rotina, dê uma recompensa, dessa forma podemos garantir que ele se comporte adequadamente outras vezes.

    Clínica Veterinária 4 Patas

  • VOCÊ ENTENDE O QUE SEU CACHORRO ESTÁ TENTANDO TE DIZER?

    Os cães não sabem falar, mas é possível entender o que eles estão sentindo através da linguagem corporal.

    Texto original by Portal do Dog

    A convivência com os cachorros é uma experiência incrível, a ligação entre humanos e cães é cada vez mais forte. Mas você sabe quando seu cachorro está desconfortável com alguma situação?

    Como os cães não falam, é preciso ficar atento aos sinais que eles dão. Muitos tutores, mesmo experientes, não conseguem entender a linguagem corporal de seu companheiro canino.

    Mas você pode aprender os sinais corporais dos cachorros e, dessa forma, causar menos estresse em seu bichinho.

    Quando seu cachorro está feliz, normalmente, ele vai apresentar estes sinais:

    Vai estar tranquilo, relaxado, com olhar cordial, balançando o rabo ou, até mesmo, balançando o corpo todo

    Geralmente, o cão fica com a boca aberta.

    Suas orelhas ficam neutras ou para cima. Quando o cachorro está tranquilo ou curioso de maneira confortável ficam para frente ou para cima.

    Reconheça o desespero

    Se seu cachorro estiver nervoso, desconfortável, estressado ou agoniado, você provavelmente verá esses sinais:

    Num primeiro momento, ele frequentemente desvia o olhar de algo que o incomoda, como se estivesse tentando ignorar aquilo

    Seu corpo está rígido e imóvel

    Seus olhos ficam arredondados, com a parte branca aparecendo. Seu olhar parece frio.

    Fica com a boca fechada.

    Suas orelhas ficam para baixo.

    O cão pode até abanar o rabo, mas de maneira mais dura. Nem sempre um rabo abanando significa que o cachorro esteja feliz. Se ele estiver abanando o rabo, mas o resto do corpo estiver parado, ele provavelmente não está feliz.

    Fique atento a esses sinais para entender o que seu cachorro não gosta, tem medo ou se sente desconfortável.

    Dessa maneira é possível evitar tudo que perturba seu cão.