Seu carrinho está vazio no momento!
Categoria: ARTIGOS
DESMAME DO FILHOTE
Assim que nascem, os filhotes já são capazes de encontrar as tetas da mãe e iniciam a amamentação. Nas primeiras horas de vida, o filhote ingere e é capaz de absorver o colostro, um leite rico em anticorpos que são transferidos da mãe para a cria. É importante que os filhotes sejam amamentados pela mãe nas primeiras horas de vida. Nos próximos 25 a 30 dias, o filhotinho se alimentará exclusivamente do leite materno, salvo nos casos em que a mãe não tenha leite suficiente para a ninhada.
Podemos desconfiar de falta de leite materno quando os filhotes choram com frequência. Nesse caso, a amamentação com leite substituto é indicada. Existem leites substitutos industrializados para cães e gatos que serão dados a cada três horas com mamadeira.
A partir de 30 dias, devemos começar o desmame, ou seja, introduzir algum tipo de alimentação para que o filhote deixe de mamar na mãe. Nessa idade, os filhotes já estão andando e os dentinhos já estão começando a nascer. A mãe sente desconforto ao amamentar os filhotes e, naturalmente, passa a ficar mais distante deles.
O desmame pode ser feito introduzindo-se uma papinha de desmame industrializada ou mesmo uma ração para filhotes amolecida com leite morno, uma vez ao dia. No início, os filhotes entrarão no prato de comida e farão uma bagunça. Para ajudá-los a compreender que “aquilo” não é para se lambuzar e sim para comer, molhe o dedo na papa e deixe que o filhote cheire e lamba. Inicialmente ele pode rejeitar completamente, mas aos poucos irá se acostumar com o novo sabor. Aumente a frequência da papinha para duas, três e depois 4 vezes ao dia, até que a ninhada complete 45 dias de vida. Nos intervalos entre as papinhas, os filhotes deverão mamar na mãe, com uma frequência cada vez menor.
Quanto a cadela ou gata estiverem amamentando e na fase de desmame, JAMAIS retire todos os filhotes de uma vez. Não tendo a cria para mamar, o leite acumulado “empedrará” causando inflamação, febre, perda de apetite e muita dor (mastite ou mamite).
Na fase de desmame, quando os filhotes já estiverem com 40 dias, e se alimentando com a papinha, podemos ajudar a secar o leite da fêmea diminuindo a comida e a água por 3 a 4 dias. Isso só deve ser feito sob a supervisão de um veterinário. Da mesma forma, medicamentos para secar o leite só devem ser administrados se o veterinário achar necessário.
Aos 45 dias de idade, os filhotes podem ser afastados da mãe. Mas lembre-se, nunca retire todos os filhotes de uma vez. Faça-o ao longo de 3 ou 4 dias para que a fêmea não fique desesperada procurando a cria ou corra o risco de desenvolver uma mastite.
CUIDADOS COM OS CÃES NO VERÃO
O calor exige alguns cuidados especiais com os pets. Durante o verão é necessário que os donos de animais não esqueçam de coisas básicas como a tosa e o combate às pulgas e carrapatos, que se proliferam durante o verão. Consulte o veterinário do seu animal para que ele indique produtos apropriados para combater esses parasitas, que além do incômodo, transmitem vermes e doenças ao seu cão. É importante lembrar que ele sente fome, sede, calor e dor, mas não tem como dizer isso ao dono.
As caminhadas são muito importantes para os cães pois eles necessitam de exercício. Os horários variam de pessoa para pessoa, mas para os cães o horário ideal é na parte da manhã, até as nove horas. Das nove da manhã até as seis da tarde, o sol está muito quente e isso pode causar desidratação, queimaduras nas “almofadinhas” das patas e até mesmo uma parada cardíaca. Um recurso para evitar as queimaduras é o uso de sapatos especiais para cães.
É aconselhável levar uma garrafa de água para matar a sede do seu cão e até para refrescá-lo durante os passeios. E lembre-se: cães de raças de climas frios, como Husky, sofrem mais com o calor e muitas vezes preferem os passeios noturnos, que também são aconselháveis.
Se a praia for o caminho da família e do bichinho, devem ser observados os seguintes cuidados: se a viagem for de carro e tiver paradas na estrada, não deixe seu cão esperando dentro do veículo, no sol, com apenas uma pequena fresta para arejar. Se for possível, desça com seu mascote, sem esquecer que ele deve estar preso à guia, caso contrário procure estacionar na sombra e deixe alguém cuidando do animal.
Em todo o litoral brasileiro é comum uma doença chamada Dirofilariose, causada por um parasita transmitido pela picada do mosquito, e que atinge o coração do animal. Existem medicamentos para prevenir a doença, por isso, não deixe de notificar o veterinário que você levará seu cão para a praia.
Para que você não acabe o verão sem seu amigo, não esqueça de levá-lo para passear sempre na coleira e guia, com uma plaquinha de identificação com nome, telefone e/ou celular. No caso dele fugir ou se perder, será fácil localizar o dono.
E para que as calçadas não fiquem sujas, carregue sempre um saco plástico e algumas folhas de jornal, para juntar a sujeira do seu animalzinho. Todas essas dicas são muito importantes para que seu pet tenha um verão muito agradável, mas existem duas que você não deve esquecer: não leve seu animal para a beira da praia, pois é proibido e pode lhe render uma bela multa e, principalmente, ame seu amigo em todas as estações!
Leve seu cão regularmente a uma clínica veterinária de sua confiança e mantenha as vacinas do seu pet sempre em dia.
CUIDADOS COM OS ANIMAIS NO INVERNO
Não são só os humanos que sentem frio quando a temperatura começa a baixar, os animais também. Os de pelagem curta são os mais afetados. Algumas raças, como o Husky Siberiano, o Malamute do Alaska e o São Bernardo, possuem características que os fazem mais resistentes ao frio (sub pelo e maior camada de gordura sob a pele). Podemos observar que no frio, algumas doenças aparecem com maior frequência. Por isso, devemos preparar nossos animais para atravessarem o inverno.
Além das doenças respiratórias, os animais idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, passam a sentir mais dor quando expostos a baixas temperaturas. Choques de temperatura, como dar banho, secar o cão com secador (em casa ou pet shop) e sair em seguida com ele na rua, será prejudicial, seja ele jovem ou não.
Assim, devemos tomar alguns cuidados no inverno como por exemplo evitar banho em dia muito frio e manter a pelagem do animal mais comprida no inverno, evitando tosas muito baixas.
Coloque roupa no cão de pelagem curta, caso ele se ressinta muito do frio. Existem animais que tremem de frio exageradamente! Cães grandes e gatos não toleram roupas.
Uma queixa bem comum é de cães que, embora tenham casinha, preferem dormir ao relento ou ficar na chuva. Prenda esse animal num local abrigado nos dias muito frio ou chuvoso.
Leve seu cão ou gato a uma clínica veterinária de sua confiança e coloque as vacinas dele em dia. Somente o veterinário poderá falar se o cão pode ser vacinado naquele momento, indicando quais vacinas tomar e o intervalo de revacinação.
Quando der banho em seu animal, use água morna e seque-o bem. Não deixe que ele saia na rua, no mínimo por 30 minutos após o banho. O ideal é leva-lo a clínica veterinária de sua confiança para este banho já que ela está devidamente equipada com secadores e sopradores profissionais específicos para os pets.
Outro quesito que devemos ficar atento é a alimentação. Aumente em 20 a 30% o alimento do seu cão ou gato no inverno. Isso não vale para cães e gatos obesos, sem atividade ou com grande tendência a ganhar peso.
Providencie uma casinha para seu cão ou gato, caso ele viva em um quintal, ou deixe-o preso num local abrigado como garagem, lavanderia, ou mesmo dentro de casa, quando a temperatura estiver muito baixa.
Um cuidado especial durante o inverno é com relação aos peixes, aves e répteis. No caso de peixes, regule a temperatura da água do aquário e cheque sempre se o termostato está funcionando corretamente. Em relação as aves, cubra as gaiolas a noite e deixe-as longe de correntes de ar. Os répteis não controlam a temperatura do corpo. Assim, se você deixá-los ao relento em dias muito frios, ela pode morrer. Coloque-a em local abrigado, e com temperatura controlada.
CÃES QUE LATEM DEMAIS
Se o seu cão é daqueles que latem desesperadamente por qualquer coisa e você já não aguenta mais as reclamações do vizinho, aproveite esses conselhos!
“O cão que associar o latido a uma situação consequente que o incomode, latirá cada vez menos. É o chamado estímulo negativo”
Os cães usam o latido para poderem se comunicar. Às vezes, eles acabam exagerando, tornando-se “latidores compulsivos”, incomodando visitas, vizinhos, amigos e até os próprios donos. Antes que você fique louco, tente uns truques fáceis e que funcionam bem.
Pegue um borrifador que possa lançar jato de água – preste atenção, se lançar aquela nuvem de água, quase vapor, não vai adiantar, o cão vai adorar – e jogue o jatinho de água bem no focinho dele. Faça isso da maneira mais discreta possível (vale a pena treinar antes; é sério, para você se controlar e não assustar o cachorro com o seu movimento). Enfim, quanto mais discreto você for, mais eficaz o método, pois o cachorro vai se assustar com a água, não com você.
Outro truque é colocar umas moedas ou pequenas pedras dentro de uma latinha (refrigerante ou cerveja), tampe tampando o orifício da lata com fita adesiva. Não deixe o cachorro ver a latinha. Assim que o peludo começar uma crise histérica, dê UMA chacoalhada bem forte na lata, sem ele ver. O barulho deve incomodá-lo bastante, e ele deve achar que cada vez que latir esse barulho chato vai “acontecer”. A tendência é ele latir cada vez menos.
CÃES EM APARTAMENTOS
Se você mora em uma casa espaçosa, é muito fácil ter um animal de estimação. Mas para quem reside em um apartamento, nem sempre as condições são tão favoráveis.
Para ter um bicho de estimação, é preciso saber primeiro quais são as necessidades da espécie escolhida. Os cães, por exemplo, possuem regras básicas para se conviver com eles.
Regra 1: Cães precisam de ESPAÇO, pois necessitam se exercitar, gastar energia e, originalmente, são animais andarilhos.
Regra 2: Cães precisam de COMPANHIA, porque a espécie vive em matilha e cachorros são sociáveis, não gostam de ficar sozinhos muito tempo.
O desejo de ter um cachorro, para algumas pessoas, começa assim: “Gostaria de ter um cão. Moro num apartamento não muito grande e trabalho fora o dia todo. O cão tem que ser pequeno e silencioso. Que raça eu devo escolher?”. Como manter um animal em um local pequeno e sozinho o dia todo? O cão será infeliz e vários problemas irão aparecer, como latidos, uivos (afinal, os cães que não estão contentes têm direito de protestar), problemas com a vizinhança, destruição dos móveis da casa, estresse, etc.
Quem mora em um apartamento grande não deve pensar que poderá ter um cão de raça grande para combinar com o ambiente, ou de temperamento agitado. Lembre-se da regra 1: cães precisam de espaço! E o seu conceito de espaço e o do seu cão podem ser bem diferentes. A maioria das raças grandes serve para a caça, guarda ou trabalho. E na inexistência de condições que satisfaçam os instintos caninos de farejar, cavar, correr e estar ocupado a maior parte do tempo, aguarde a eminente destruição do seu apartamento.
O modismo também atinge o mundo animal. Periodicamente aparecem a raças que ‘estão na moda’. E nem sempre elas combinam com a vida num apartamento. Um exemplo disso são os cães da raça labrador. Muitos se entusiasmaram pela simpatia da raça e a exposição incansável desses cães em propagandas. Mas poucos que resolveram se aventurar a ter um labrador em um apartamento, conseguiram manter seus animais por muito tempo. Labradores são muito ativos e precisam de espaço.
Cães, mesmo os bem pequenos, que vivem confinados em áreas de serviço ou varandas não podem ser felizes. Para esses, falta tudo. Espaço, companhia… E é muito fácil encontrar animais nessas condições porque os donos não querem que eles sujem a casa.
Um apartamento não é o melhor lugar para criar um cão, mas ele pode se adaptar caso lhe forem oferecidas condições para o seu bem-estar. E para isso, também há regras:
Regra 1: Escolha raças pequenas ou médias.
Regra 2: Mesmo que seu cão tenha livre acesso ao apartamento, ele precisa passear e se exercitar.
Regra 3: Ofereça a ele brinquedos ou ossos de couro para roer. Isso evita o ‘tédio’ e problemas comportamentais, além de diminuir a chance dele roer os móveis da casa ou desenvolver dermatites psicogênicas, como lamber as patas incessantemente por falta do que fazer.
Regra 4: Ter companhia não significa deixar o cão aos cuidados de uma pessoa que sequer olha para ele. O cão quer atenção e gosta de brincar. Tire um tempo para brincar com seu cão diariamente.
Regra 5: Não deixe o cachorro sozinho o dia todo. Ele pode e deve ficar algumas horas sozinho, desde filhote, para se acostumar com a ausência do dono e para não se tornar um cão dependente. Mas ele não deve ficar isolado o dia todo.
Regra 6: Se houver um parque ou praça perto de sua casa, leve seu cão para passear por lá. O contato com plantas e outros cães fará bem ao seu animal. Você não tem amigos? Seu cão também gosta de fazer amizades.
Regra 7: Não esqueça que você tem vizinhos! E eles não têm a obrigação de ouvir seu cão latir o tempo todo. Há muitas maneiras de tratar o cão que late compulsivamente. Muitos cachorros que latem em excesso estão infelizes, pois os donos não seguem as regras anteriores.
É claro que um cão poderia ser bem mais feliz morando numa casa com um grande jardim, ou então em um sítio ou chácara, onde pudesse correr e brincar à vontade. Se você não pode oferecer isso, pense bem antes de ter um cão e, caso decida ter, saiba que você precisa assumir o compromisso de dar uma boa qualidade de vida a ele. Para o cão se adaptar a vida em apartamento, você terá que se adaptar ao modo de vida dos cães.
CÃES E GATOS VIVENDO JUNTOS
Se você sempre pensou que cães e gatos fossem inimigos naturais, esqueça esse conceito. É claro que há muitos cães que não aceitam gatos e vice-e-versa, mas eles não são espécies inimigas, pois dentre ambos não há uma relação de predador e caça. Cães não se alimentam de gatos.
Quanto se ‘estranham’, trata-se de uma disputa territorial, na maioria das vezes. O cachorro vê seu ‘domínio’ invadido por outro animal e late ou rosna, avisando: “Caia fora, intruso!”. O gato, assustado com a ameaça do cão, arrepia-se e emite um som muito característico, uma espécie de ‘rosnado dos felinos’. O cão interpreta isso como uma agressão e a perseguição ao gato começa.
Um cão territorialista agiria da mesma forma com qualquer outro animal que invadisse seu ‘pedaço’. Um grande número de cães não tolera a presença de outros cachorros, e esses, é quase certo, são intolerantes com gatos também, a menos que sejam treinados para aceitar o bichano.
Cachorros adoram perseguir tudo aquilo que corre e se move rapidamente. Um gato assustado não seria uma ótima brincadeira para um cão? Não faria aflorar a memória genética de seus ancestrais lobos, que caçavam coelhos e pequenos roedores? Esse é outro motivo pelo qual cães correm atrás de gatos, parecendo querer caçá-los. Mas só parecendo, porque mesmo os cães que chegam a matar gatos não os comem. Quando o ‘brinquedo’ para de se mover, acabou a graça.
O fato é que cães e gatos, quando se encontram, podem ter reações diversas. Os cães, além das reações já citadas, podem ficar curiosos e tentar cheirar os gatos para saber exatamente do que se trata. Se o gato não se assustar, isso pode ser início para uma boa amizade. Mas se o bichano reagir com uma certeira unhada no focinho, o cão pode desenvolver medo de gatos ou se condicionarem a achar que gato = dor, e passar a hostilizá-los.
Quem tem um cão e pretende ter também um gato, ou o contrário, é bom que essa aproximação seja feita aos poucos e cuidadosamente. O melhor seria que ambos fossem criados juntos desde filhotes. É mais fácil quando o gato está antes em casa, porém, se o cachorro não for arisco, tudo é possível. O ideal é apresentar o gato sem estresse, mantendo o cachorro na guia e dando petiscos para ele associar a figura do gato a algo legal. Depois de algum tempo solte a guia e observe como eles se comportam. Dificilmente ocorrem problemas, mas se houver, mantenha sempre o cachorro com a guia e vá repreendendo se ele quiser avançar – não muito forte para ele não pegar raiva do gato – até ele desistir de brigar.
Os gatos, na maioria das vezes, se assustam ao ver um cão muito próximo, pelo simples medo do desconhecido. Assim, é preciso paciência para fazer com que ambos se acostumem.
CÃES E GATOS TAMBÉM PODEM DOAR SANGUE E SALVAR VIDAS DE OUTROS PETS
Assim como nós, seres humanos, os pets também podem doar e receber transfusões de sangue. Para tanto, é preciso atender a alguns requisitos básicos. E para que o seu animalzinho esteja preparado para ser doador de sangue e ajudar outros pets nas situações de emergência em uma transfusão é preciso, estes detalhes precisam ser seguidos de maneira rigorosa.
Estar saudável e com as vacinas em dia é fundamental. As principais condições para o animal doar sangue são: ter mais de 25kg para cães e 5kg para gatos, estar com as vacinas e vermífugos em dia, e ter no máximo seis anos. Em geral, se o animal for saudável não há contraindicação.
A captação do sangue é rápida, e se o pet for dócil, em aproximadamente cinco minutos ele está liberado. O animal pode doar sangue, no máximo, a cada quatro meses. Assim que o sangue é coletado, o ideal é utilizá-lo na sequência, mas ele pode ser armazenado por até sete dias em ambiente refrigerado.
O sangue doado pode fazer toda a diferença na recuperação de animais acidentados, que passaram por cirurgias com grande perda de sangue, ou mesmo com doenças como anemia hemolítica.
Tipos de sangue
O sistema sanguíneo canino é bastante diferente do humano, não seguem o mesmo sistema A-B-O, mas também existem problemas de compatibilidade entre tipos sanguíneos. “
Alguns cães doadores são mais propensos que outros a criar uma reação imunológica no receptor independentemente do tipo, e por isso são evitados como doadores. “Em geral, na primeira vez que um paciente recebe sangue por transfusão, não há problemas de compatibilidade, mas para próximas transfusões isso pode ser tornar um problema”.
Tratamentos com o sangue doado
Além das cirurgias, quando da reposição do volume de sangue perdido nos procedimentos cirúrgicos de grande porte e em pacientes de trauma. O sangue total é útil para o tratamento de uma lista de enfermidades. “Erliquiose (doença do carrapato), doença renal crônica, anemia hemolítica imunomediada, entre outras, podem ser tratadas usando este sangue doado.
Tempo que leva para doar e recuperação do doador
O procedimento para doação de uma bolsa comum com 500 ml de sangue costuma levar entre 5 a 10 minutos, dependendo muito do doador. Cães de porte grande e com musculatura bastante desenvolvida costumam ‘encher’ a bolsa com mais facilidade, por isso damos preferência a algumas raças de cães doadores. Um cão tranquilo, de índole dócil e que não resiste ao procedimento de colheita do sangue, permite que tudo corra mais rápido e sem sofrimento.
Desde que a quantidade de sangue colhida seja compatível com o porte, o doador sai da mesa de colheita já recuperado e pronto para ir para casa. Não há problemas.
CÃES DE GUARDA
Um cão de guarda pode representar mais segurança para quem mora em uma casa pois residências com cachorros sofrem menos tentativas de assalto do que aquelas que não os possuem. No entanto, ter um cão de guarda requer conhecimento. A falta de informação ou inexperiência dos proprietários ocasiona a criação inadequada dos cães que, ao invés de guardar o dono, tornam-se um perigo para as pessoas que convivem com eles e para a comunidade.
Muitas raças de cães de guarda foram perdendo suas características originais, em razão de cruzamentos errados e não controlados. Por esse motivo, encontramos cães excessivamente bravos e, o que é bastante comum, cães medrosos que não se prestam à finalidade. Assim, para escolher o cão ideal, é importante conhecer um pouco do padrão da raça e buscar um canil idôneo que selecione animais de temperamento bem definido para os acasalamentos.
Dentre as raças mais usadas para guarda temos Pastor Alemão, Dobermann, Rottweiler, Fila Brasileiro, Mastim Napolitano, Mastiff, Cane Corso, Pitt Bull e outras.
Algumas raças não possuem instinto de guarda, no entanto, podem assustar pelo tamanho (Dogue Alemão e São Bernardo), aparência (Boxer e Husky Siberiano) e até pela valentia e temperamento de alarme (Fox Paulistinha e muitos vira-latas). Não se pode esperar desses cães o comportamento de um cão de guarda, mas se o interessado desejar apenas um ‘efeito moral’, podem ser uma opção. Certamente, um pouco arriscada para assegurar a guarda da residência, mas uma saída para algumas situações, como medo de criar cães bravios, crianças muito pequenas em casa, etc.
Outro aspecto importante é conhecer eventuais problemas genéticos que possam afetar a raça. Rottweilers e Pastores Alemães, por exemplo, podem ser acometidos de displasia coxofemural. Daí ser importante exigir do criador exames negativos dos pais do filhote para essa doença.
As raças de pelagem curta e pouco espessa não se adaptam bem em locais com invernos rigorosos. O Dobermann é um exemplo disso. Cães de pelagem longa, por outro lado, necessitam de cuidados, como escovação diária.
Parece óbvio, mas alguns cometem o erro de criar em apartamentos cães de grande porte, principalmente os de guarda. O cão preserva o seu território e vai considerar as áreas comuns do edifício como tal. Assim, compartilhar os elevadores com outros moradores e funcionários será um problema, pois o cão poderá atacar
Quem dispõe de uma casa com uma área pequena para manter o animal deve pensar duas vezes. Os cães precisam de espaço e exercício. Também é um erro construir um canil e deixar o cão preso o dia todo. Para ter um cão de guarda, é preciso espaço suficiente para que ele possa se exercitar e tempo para levá-lo para passear.
O bom dono é aquele que tem a responsabilidade de criar um bom cão de guarda e mantê-lo sob seu controle com segurança. Assim a criação da personalidade deste cão de guarda é muito importante.
Morder é uma atitude natural de todo filhote, na maioria das vezes para brincar. O cachorro de guarda, especialmente, deve ser desestimulado a fazer isso. Esse hábito se tornará um problema quando o cão for maior, por motivos óbvios. Quando o filhote começar a morder, diga ‘NÃO’ bem firme e, caso ele insista, diga ‘NÃO’ novamente, segurando-o pela pele atrás do pescoço, e deixe-o preso por alguns minutos. Não provoque o cachorro com panos, não o irrite para que ele morda. Ensine-o comandos básicos, pois obediência é a característica mais importante e desejável quando se possui um cão. Há vários livros que mostram como ensinar comandos ao filhote.
O cão JAMAIS pode rosnar para o dono. Isso significa que ele quer ‘mandar no pedaço’. Em se tratando de uma raça de guarda, é possível imaginar o desastre que será se o cão achar que pode fazer o que quer. Na primeira rosnada, segure o focinho do cão ou contenha-o pela pele atrás do pescoço e diga NÃO! Essa é uma palavra que ele deve entender desde o primeiro dia que chegar em sua casa.
Manipule o cãozinho frequentemente, mexa nas orelhas, abra sua boca, segure suas patas e olhe entre os dedos, pegue sua vasilha de comida e escove seus pelos. Com isso, ele se acostumará com essas práticas e não estranhará quando for adulto.
O adestramento do cão de guarda começa desde o primeiro dia, com a ajuda de bons livros de adestramento. Para aqueles que não são tão experientes, é possível contratar adestradores profissionais, quando o filhote tiver 6 meses. Mas nesse caso, a responsabilidade do dono na educação do cão não pode ser inteiramente passada para o treinador. O adestrador deve ensinar o cão a atender comandos e o dono a comandar. Somente um trabalho conjunto dará resultado. Ou então, o cão obedecerá apenas ao adestrador e todo o investimento será em vão.
Cães de guarda, a menos que sejam utilizados em empresas de segurança, pela polícia militar ou pessoas experientes, não devem receber outro adestramento além da obediência básica. Treinar o cão para o ataque (chamado por alguns treinadores de ‘treinamento de defesa’) é como entregar uma arma carregada a uma criança. Pessoas que não têm experiência com cães de guarda, não conseguirão controlar seus cães, caso eles ataquem.
Quanto à questão da morte de cães de guarda pela ingestão de venenos jogados por assaltantes, existe adestramento para isso, porém, apenas alguns cachorros conseguem resistir a um pedaço de carne lançado.
Um dos fatores mais cruciais é a socialização do cão de guarda. O bom cão de guarda é um animal controlado, que sabe andar na rua e não ataca por qualquer motivo. Infelizmente, ainda existem pessoas que pensam que o bom cão de guarda é aquele que morde e ataca tudo que vê. E para isso, prendem o animal em correntes ou canis, sem contato com pessoas de fora. Animais criados dessa forma são aqueles que, quando escapam, atacam pessoas nas ruas, causando mutilações e até mesmo a morte. Os acidentes falam por si só. É o resultado de cães não socializados, descontrolados e ou estimulados a atacar.
O cão de guarda foi selecionado geneticamente para guardar seu território e seu dono, por isso, não é preciso ‘deixá-lo bravo’ com o isolamento. Naturalmente, o instinto de guarda aparecerá com 1 ou 2 anos de idade. É preciso passear com o cão e submetê-lo a vários estímulos externos (sons, pessoas que ele não conhece, bicicletas e carros passando, etc.) para que ele saiba discernir quando deve atacar, ou seja, reconhecer uma situação estranha a seu dia a dia. Uma pessoa pulando o muro, um estranho entrando na casa, uma atitude de violência contra o dono, são motivos para um ataque e não uma situação corriqueira.
Para evitar acidentes, devemos tomar certos cuidados como por exemplo manter o cão sempre preso à guia durante os passeios. A focinheira deve ser usada por cachorros, grandes ou pequenos, que costumam avançar em pessoas ou outros animais nas ruas, mesmo que em sua cidade o uso desse acessório não seja exigência da lei. Prenda sempre seu cão de guarda quando for sair ou entrar com seu carro da garagem. Coloque placas advertindo que a residência possui cão de guarda e tenha certeza que os muros de sua casa sejam de altura suficiente para conter o cão.
BICHO DE PÉ
O popularmente conhecido como “bicho de pé” nada mais é do que uma pulga, a menor que existe, chamada Tunga penetrans, que vive em solos arenosos, quentes e secos, principalmente em chiqueiros de porcos. A fêmea, depois de fecundada, é responsável pela doença, pois se aloja na pele de suínos e do homem, podendo acometer cães também.
Elas afetam principalmente as solas dos pés, os coxins dos cães, e região interdigital e abaixo das unhas, causando lesões visíveis, do tamanho de um grão de ervilha. Isto porque a fêmea grávida entra na pele deixando apenas a parte posterior livre para respirar e depositar seus ovos no ambiente.
O animal acometido e o homem sentem coceira e dor para andar. As lesões desencadeadas pelo parasita podem servir como porta de entrada para outras infecções, como o tétano, que é bastante grave.
O tratamento deve ser indicado por um médico veterinário de sua confiança. No caso do homem este tratamento consiste na remoção dos parasitas em condições assépticas, desinfecção do local. No ambiente, pode-se aplicar inseticidas. A retirada de folhas secas do solo, o corte frequente da grama e a manutenção do jardim são medidas fundamentais para o controle da pulga, pois ela gosta de locais secos e sombreados. Os reservatórios da pulga nestes locais são os cães, gatos e ratos.
BERNES
Os bernes são larvas de moscas que se desenvolvem no tecido subcutâneo de animais e até mesmo no ser humano, em pessoas que vivem ou frequentam o campo. A infestação da pele por bernes também predispõe o aparecimento de miíase (proliferação de larvas de mosca em tecido vivo). É diferente da lesão de pele denominada “bicheira”.
Nessa última, várias larvas de mosca se desenvolvem e se alimentam de tecido vivo, caminhando pelas regiões circunvizinhas, causando grandes “crateras” sob a pele. No caso do berne, apenas uma larva se desenvolve no local e a lesão não é invasiva, ou seja, a larva permanece todo o tempo no lugar por onde penetrou até cair no chão para completar o seu ciclo.
A mosca causadora do berne, também chamada de “mosca berneira” (Dermatobia hominis), usa um artifício muito interessante para a perpetuação da sua espécie. Esse inseto vive por apenas 24 horas. Na época da postura, que ocorre nas estações mais quentes do ano (presença de temperatura e umidade ideais), a mosca berneira “captura” um outro inseto, normalmente uma outra espécie de mosca, e nele deposita seus ovos na região do abdômen.
Quando o inseto veiculador pousa sobre o animal, as larvas imediatamente se projetam para fora do ovo, caminham por entre os pelos até atingirem a pele. Ali criam uma pequena perfuração por onde penetram. É nesse local que a larva irá se desenvolver.
Em cerca de 1 semana, a larva já aumentou 8 vezes de tamanho, podendo permanecer por 40 dias ou mais na pele do hospedeiro, crescendo continuamente.
O orifício por onde a larva penetrou continua aberto durante todo o tempo, pois é através dele que a larva respira. Por esse detalhe torna-se fácil reconhecer uma lesão causada por berne: um nódulo subcutâneo com um orifício bem visível na superfície da pele.
As larvas possuem o corpo recoberto por pequenos espinhos. Sua movimentação dentro do orifício causa dor e incômodo. Alguns animais apresentam diversos bernes espalhados por todo o corpo, não sendo poupadas as orelhas, a cauda, a região entre os dedos, prepúcio, etc. As larvas devem ser extraídas e não mortas no corpo do animal, assim livrando o animal da dor, Caso contrário, o cão tentará mordiscar a pele a todo momento tentando retirá-las.
Caso o berne venha a morrer antes de completar seu ciclo, o orifício de respiração se fecha. O nódulo sob a pele pode ou não ser absorvido pelo organismo. Geralmente se forma um abcesso que fica “purgando” por muito tempo e que não se cicatriza.
A morte da larva também costuma ocorrer quando pessoas sem experiência tentam “espremer” o berne para forçá-lo a sair. Existe a maneira correta de fazer isso e é melhor pedir auxílio ao veterinário. Dependendo da região onde o berne está, o cão precisará receber uma pequena dose de sedativo para suportar o procedimento de retirada da larva.
Para evitar os bernes, é preciso manter as moscas afastadas. Remova as fezes do cão várias vezes ao dia, lave diariamente o local onde ele urina e mantenha o lixo da casa sempre bem fechado.
Algumas gotas de essência de citronela espalhadas pela pelagem do cão podem evitar que insetos pousem.
Existem medicamentos por via oral que, ao mesmo tempo em que controlam a infestação de pulgas, impedem o desenvolvimento de larvas de moscas sob a pele. Informe-se com o seu veterinário.
É preciso salientar que, embora os bernes ocorram com mais frequência no verão, eles podem aparecer em qualquer outra época do ano. Basta que haja condições favoráveis (ocorrência de dias quentes no inverno, por exemplo). Daí os cuidados no combate às moscas devam ser contínuos.