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Categoria: ARTIGOS
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
A técnica de inseminação artificial foi realizada em cães pela primeira vez em 1790. Ela é indicada nos casos em que temos diferenças de tamanho entre os cães, nos casos de não aceitação por parte de um ou ambos animais, por opção de manejo do canil, na utilização de sêmen resfriado ou congelado.
Qualquer raça pode ser inseminada porém é um procedimento mais comuns em Bulldog, Pug, Basset Hound dentre outras.
O sêmen do cão pode ser usado fresco, resfriado ou congelado. Se o se o sêmen coletado for de altíssima qualidade, este pode ser utilizado em três fêmeas. Geralmente cada coleta insemina uma só fêmea.
É um procedimento que não requer anestesia geral quando se utiliza sêmen fresco ou resfriado e que não provoca nenhum problema nas fêmeas desde que material utilizado seja higienizado, estéril e descartável.
O melhor dia para a inseminação vai depender de um acompanhamento da fase do ciclo estral, que pode ser realizada monitorando as células vaginais (citologia vaginal) ou dosagens hormonais (progesterona).
O índice de preenhez para as fêmeas inseminadas é de 80% e o número de filhotes resultantes pela técnica de inseminação artificial é semelhante ao de uma monta natural. Cadelas que foram inseminadas terão partos normais desde que a raça não tenha tendência à cesarianas, como naturalmente ocorre em bulldog.
Se for usado sêmen fresco, o cão para a coleta e a cadela a ser inseminada devem ser levados no mesmo dia. Se for utilizado sêmen resfriado, ele ficará refrigerado e poderá ser utilizado em até 48 horas. Já o sêmen congelado é armazenado em botijões de nitrogênio líquido e pode ser usado por um longo período após a coleta.
Para confirmação de prenhes, a melhor maneira é fazer uma ultrassonografia ao 28 dias após a data da inseminação.
A inseminação artificial em cães é um procedimento simples, rápido e eficiente porém, ela deve ser feita somente por um médico veterinário com experiência. É um processo relativamente barato tendo em vista que o resultado é a gestação positiva, fator este que não existiria na monta natural em determinadas raças.
ESCOLHENDO UM FILHOTE SAUDÁVEL
Uma vez definida a raça, onde comprar e como escolher o filhote?
Existem 2 caminhos: canis especializados ou criações particulares. Se optar por comprar o filhote num canil, escolha aquele que cria apenas uma raça, preferencialmente. Procure por referências e, se possível, que o canil seja indicado por um profissional da área (veterinário).
Não compre cães de canis que expõem seus animais em feiras de filhotes. O risco do cãozinho adquirir uma virose nesses locais é considerável. O canil deve se responsabilizar pelo filhote (quanto a viroses) por, no mínimo, 10 dias após a compra. Você NÃO DEVE levar seu cãozinho para a rua nesse período e até ele completar a vacinação. Isso é muito importante!!!!
Você pode optar por uma criação particular, e entende-se por isso alguém que seja proprietário de uma fêmea ou um casal de cães que cruzou. Procure uma clínica veterinária e converse com o veterinário sobre as recentes ninhadas que ele tem atendido. Com isso você saberá as condições de saúde dos filhotes e da mãe. Se a pessoa tem o cuidado de ter a ninhada acompanhada por um veterinário, isso já é um bom sinal.
Quando for escolher o filhote analise os seguintes aspectos:
– higiene do local: locais sujos e úmidos não abrigam animais saudáveis.
– atividade do filhote: dormem muito, mas quando acordados devem estar ativos, brincando e pulando. Rejeite filhotes acuados, medrosos (podem se tornar adultos agressivos) ou sem disposição para brincar.
– olhos: brilhantes e sem secreções
– abdômen: após comerem, costumam ter o abdômen aumentado; porém, isso pode ser um sinal de verminose, caso esse aumento seja exagerado e o filhote esteja apático.
– pelagem: uniforme, sem falhas ou descamações. Observe bem se o cão não está infestado por pulgas ou piolhos. Animais altamente parasitados podem estar anêmicos.
– fezes: caso seja possível observar, elas não devem ter aspecto líquido ou pastoso.
Pedigree:
Se o animal tiver um, ótimo. Se não tiver, isto não é sinônimo de falta de pureza. Muitas criações particulares não registram as suas ninhadas, mas os cãezinhos procedem de pais de mesma raça e puros. O canil deve apresentar o pedigree. Na criação particular, pode-se tolerar a falta deste, desde que o veterinário que acompanha a ninhada possa atestar a pureza da mesma.
Não compre cães de procedência desconhecida! O prejuízo material não é nada perto do sofrimento de perder um filhote com alguma virose.
ERLIQUIOSE
A Erliquiose é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Sua incidência vem aumentando significativamente nos últimos anos, em todas as regiões do Brasil.
A transmissão entre animais se faz pela inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio, por intermédio do carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sanguíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados.
Os sinais clínicos podem ser febre, perda de apetite e de peso, fraqueza muscular. As vezes observam-se secreção nasal, perda total do apetite, depressão, sangramentos pela pele, nariz e urina, vômitos, dificuldade respiratória ou ainda edema nos membros.
O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato e a ocorrência de outros casos da doença na região, podem ser importantes para se confirmar a suspeita clínica. O diagnóstico pode ser feito através de exame de esfregaço de sangue na clínica ou através de testes sorológicos mais sofisticados em laboratórios.
O tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra podendo durar de 21 dias até 8 semanas. Dependendo do quadro é necessário uma transfusão sanguínea no paciente.
Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.
A prevenção da doença é muito importante através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.
EPILEPSIA
A epilepsia é causada por uma descarga elétrica no cérebro que faz com que o ser humano ou animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou movimentos voluntários. Ela pode ser de origem genética que pode aparecer no animal jovem até os três anos de vida ou adquirida que pode ocorrer como sequela da cinomose, traumatismos cranianos ou em quadros de intoxicação grave.
Independentemente da sua origem, os ataques convulsivos podem ter graus variados. Podem ser leves, com o cão apenas salivando com movimentos desordenados de cabeça, até um ataque com sinais mais evidentes. O cão cai no chão, geralmente de lado, saliva, movimenta as pernas como se estivesse pedalando ou tentando se levantar. O ataque pode levar de segundos a alguns minutos. Podem ocorrer ataques isolados, de causa desconhecida.
Ter um cão epilético não é raro. Devemos evitar o cruzamento de animais com essa anomalia, para que não haja uma perpetuação da doença. O cão epilético, embora tenha que tomar medicamento por toda a vida, é um cão que pode ter uma existência próxima ao normal. Alguns anticonvulsivantes podem causar um pouco de sonolência ao animal, mas não deve interferir em suas atividades. Os donos apenas devem ter cuidado com residências com piscina, pois não são raros os casos de cães que, ao sofrerem um ataque, caem dentro delas e morrem afogados.
Em casos de ataques convulsivos, procure um médico veterinário de sua confiança para um diagnóstico preciso e controle do quadro.
DOENÇA DAS GLÂNDULAS PARANAIS
Em algumas raças de cães e raramente em gatos, podemos observar a tentativa desses animais de esfregar o ânus no chão, tentar morder ou lamber a região perianal (em volta do ânus). Pode parecer apenas uma coceira ou irritação, mas a medida em que o animal começa a ficar impaciente com essa “coceirinha”, é hora de ficar atento a uma inflamação comum nessa região.
Localizados na região do ânus, os sacos anais são duas bolsas que abrigam um par de glândulas. Essas glândulas são responsáveis pela produção de um líquido de cor castanha, muito fétido, cuja função principal é comportamental, isto é, os animais se identificam através desse cheiro.
A drenagem desse líquido é natural e ocorre durante a passagem das fezes de consistência firme. No entanto, essas glândulas podem inflamar, levando o animal a um enorme desconforto para defecar.
As causas da inflamação são várias: obstrução do orifício de passagem da secreção, excesso de secreção, drenagem insuficiente, etc. A região anal fica muito inchada e dolorida à palpação.
O animal sente-se incomodado e, por esse motivo, esfrega o ânus no chão, lambe ou tenta morder a região. O processo pode evoluir para uma infecção e formação de fístulas (aberturas na pele por onde o líquido – pus, secreção e sangue – irão sair).
Para orientação sobre o tratamento, leve o seu pet até uma clínica de sua confiança para uma consulta.
Existem animais que apresentam a doença de forma crônica o que compromete sua qualidade de vida. Nesses casos, a remoção cirúrgica das glândulas é indicado.
DISPLASIA COXOFEMORAL
A displasia coxofemoral é uma doença hereditária, biomecânica, representada pela disparidade entre a massa muscular primária e o rápido crescimento ósseo, levando a uma instabilidade na articulação coxofemoral.
É uma das moléstias mais comuns encontradas nas raças de maior porte e de crescimento rápido, como o Dog Alemão, São Bernardo, Pastor e o Rottweiler. Raramente é diagnosticada em cães com menos de 12 Kg.
No cão, ela é desencadeada por uma série de fatores, onde a herança genética é a mais conhecida. Fatores ambientais estão envolvidos na manifestação do quadro, especialmente pisos lisos. A raça também influencia o modo que a displasia se desenvolve, pois existe uma disparidade entre a massa muscular primária e o crescimento esquelético desproporcionalmente rápido, resultando em uma instabilidade articular.
Alguns animais jovens podem apresentar uma claudicação aguda após exercícios ou caminhadas, enquanto outros apresentam uma repentina redução das atividades e o aparecimento de uma sensibilidade nos membros pélvicos. Ocorrem alterações ósseas que desaparecem com a maturidade esquelética, e é onde encontramos animais assintomáticos, ou digamos que estão isentos de uma dor significativa.
Os cães que apresentam uma idade mais avançada acabam se encaixando num quadro clínico diferente, onde as pequenas alterações, aparentemente assintomáticas, evoluíram para uma doença articular degenerativa crônica, e o animal manifesta a sua dor se levantando com dificuldade, evitando caminhar e brincar, tornando-se triste, com seu humor e temperamento mudados.
A displasia coxofemoral é classificada de acordo com a gravidade e seu tratamento é de acordo com o grau da lesão, o qual será indicado pelo seu Veterinário.
O diagnóstico é realizado através de radiografia, sendo esta indispensável, levando-se em consideração que muitas vezes os sintomas clínicos não estão correlacionados com os achados radiológicos. Alguns cães com uma displasia moderada ou severa são assintomáticos. Na radiografia devem ser observados alguns procedimentos técnicos, como a idade do animal, contenção, posicionamento, identificação do paciente e a qualidade da radiografia.
Você pode tomar algumas providências para evitar ou minimizar os efeitos desta moléstia.
1. Controle de peso: no caso de um cão obeso, reduzir a ingestão de calorias.
2. A natação é recomendada a partir dos 3 meses de idade, para desenvolver a musculatura pélvica.
3. Os filhotes podem se exercitar a partir dos 3 meses, de forma moderada.
4. Filhotes recém nascidos devem permanecer sobre uma superfície áspera, para evitar escorregões que forcem a articulação de forma errada.
5. Depois de desmamado, não deixe o seu cão em piso liso.
Antes de comprar um cão, consulte um veterinário para ver se aquela raça está dentro das expectativas daquilo que você procura, e para orientá-lo quanto aos cuidados na hora da escolha.
DIFERENÇAS COMPORTAMENTAIS DE CÃES E GATOS
Embora cachorros e gatos sejam animais de estimação muito comuns, as pessoas ainda têm dificuldade de entender que são espécies diferentes, e portanto, cada uma delas tem o seu próprio perfil de comportamento. Pensar que um gato deva se portar como um cachorro, é querer demais de um felino, um animal de temperamento muito mais independente.
Enquanto a maioria dos cães é bastante submissa ao dono, os gatos, apesar de reconhecerem seus donos, agem de maneira própria, não respondendo de forma tão imediata como os cachorros. Independência é uma palavra que define muito bem o gato: ele atende ao dono se estiver com vontade. Já o cão está sempre pronto a acompanhar a família.
Uma outra diferença entre as duas espécies são os períodos do dia em que estão em plena atividade. Os cães dormem à noite, mas os gatos fazem isso de dia. Os hábitos do gato são muito mais noturnos, assim como fazem os outros felinos na natureza. À noite é o momento de caçar. É claro que um gato doméstico não tem essa necessidade, mas a maioria deles fica mais ativo nos períodos noturnos.
Os gatos, desde filhotes, procuram locais para fazer suas necessidades onde possam enterrá-las depois. Assim, basta deixar uma caixa de areia para gatos à disposição do bichano que ele saberá reconhecer seu sanitário. Já os cães são bem mais “despudorados” e jamais se envergonham de seus dejetos, a menos que sejam repreendidos. Se não forem ensinados, qualquer lugar está bom para eles. Em ambas as espécies, os machos costumam marcar território com a urina. Os cães até podem ser treinados para urinar num determinado local. Já os gatos, dificilmente será possível convencê-los a não demarcar seu espaço, daí a necessidade da castração dos machos. A urina dos felinos tem um odor extremamente forte e persistente, podendo ser detectada à distância, ao contrário do cão.
No caso das fêmeas, também existem diferenças importantes. Ambas só acasalam durante os cios, mas esse período é distinto nas duas espécies. Cadelas têm cios a cada seis meses, eles têm duração de 15 dias e há sangramento na primeira semana. As gatas apresentam cios em intervalos e com duração muito variáveis e nunca ocorre sangramento. As cadelas são extremamente discretas durante o cio, se comparadas as gatas. Estas são difíceis de se manter se não forem castradas, em razão do barulho que fazem durante a época de acasalamento. Elas miam alto para atrair parceiros.
Você já deve ter ouvido a expressão “banho de gato”, associada a um banho “mais ou menos” tomado. Os gatos são extremamente limpos e diariamente higienizam seus pelos através da lambedura. Com isso, removem a pelagem velha e eventuais parasitas. Conseguem se manter limpos por muito mais tempo e sem odores. Já os cães… Parecem sentir um imenso prazer em se sujar e alguns adoram se esfregar em lixo, animais mortos e coisas sujas… Experimente dar banho em um cão e solta-lo no jardim. Ele irá esfregar-se na terra imediatamente. A razão dessa preferência dos cães por odores repugnantes a nós humanos é que os lobos, espécie da qual os cachorros descendem, procuravam disfarçar seu cheiro natural, esfregando-se em carniça de outros animais. Isso facilitava na hora de caçar, pois a presa não conseguia farejá-los. A herança genética continuou nos cães e muitos ainda fazem isso, para desgosto dos donos, que os preferiam cheirando à lavanda… Cachorros não gostam, mas toleram o banho. Gatos abominam a água!
No quesito alimentação, os felinos são exigentes e não comem qualquer coisa. Sua dieta deve ter altos níveis de proteína, daí a ração de gatos ser bem mais palatável que a dos cachorros. Estes, por sua vez, adotariam a mesma dieta de seus donos, se lhes fosse permitido. Algo nada recomendável. Para um cachorro, todos os alimentos são ótimos, por isso, é muito mais comum um cão sofrer uma intoxicação alimentar do que um gato. Os felinos cheiram o alimento e o analisam, depois o ingerem mastigando os pedaços. Os cães são afoitos e na primeira cheirada já abocanham a comida e não mastigam, engolem em pedaços grandes. Os cães comem exageradamente, enquanto os gatos, apenas o suficiente.
Embora existam tantas diferenças entre essas espécies, ambas são ótimas como animais de estimação. É preciso apenas compreender e respeitar o comportamento de cada uma delas, para que a convivência com o homem seja tranquila e sem frustrações.
DICAS PARA O ACASALAMENTO
Antes de pensar em acasalar seu animal, você deve analisar fatores como: tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e exames, e o destino dos filhotes. Este último deve ter a sua especial atenção, pois nem sempre é possível conseguir bons lares para os filhotes, mesmo que sejam de raça pura.
Antes do acasalamento, siga os seguintes passos:
Procure um macho da mesma raça e que tenha um tamanho igual ou não muito maior que a fêmea;
Leve a fêmea para uma avaliação veterinária antes do acasalamento;
Coloque em dia as vacinas e faça um exame de fezes um mês antes do cio;
Analise se é a época ideal para a cadela. Não acasale fêmeas muito jovens, o aconselhável é a partir do 3º cio;
Fêmeas obesas não devem acasalar, aguarde o próximo cio quando o animal deve estar num peso compatível com sua raça e tamanho.
As cadelas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade. Algumas apenas com 1 ano. O cio da fêmea tem duração aproximada de 15 dias. Ela aceitará o macho a partir do oitavo ou nono dia do cio. Há grande chance de sucesso se a fertilização ocorrer por volta do décimo primeiro dia do cio, momento em que 50% dos óvulos são liberados pelos ovários. O acasalamento pode ser repetido no dia seguinte.
Algumas fêmeas são arredias e não aceitam certos machos; outras, não aceitam nenhum macho. É interessante proporcionar um contato entre os cães antes do início do cio, para observar se há rejeição entre eles. Cães criados fora do convívio com animais da mesma espécie podem ficar assustados ou atacar o parceiro. Da mesma forma, cães muito mimados não aceitam acasalar e não têm interesse pela fêmea, mesmo que ela esteja no cio. Há fêmeas que escolhem um determinado macho e se recusam a acasalar com outros. Nesses casos, é possível recorrer à inseminação artificial. Uma fêmea muito brava pode atacar e machucar seriamente o macho pretendente. É melhor não arriscar.
Pode acontecer uma situação não tão rara de a cadela acasalar com dois machos durante o mesmo cio. Nesse caso, ela terá filhotes dos dois cães. Aqueles que forem filhos de um macho da mesma raça nascerão puros. Mas se o outro cão com o qual a fêmea cruzou for de raça diferente ou um vira-lata, nascerão também filhotes mestiços, todos na mesma ninhada. Pode ser difícil diferenciar os filhotes puros dos mestiços.
A cadela de raça pura que cruzou com um vira-lata e teve filhotes mestiços, poderá ter cãezinhos puros na próxima vez que acasalar. Diferente do que alguns pensam, cruzar com um cão vira-lata não “estraga” a raça da cadela. Isso é apenas uma crença popular, mas sem nenhum fundamento.
A fêmea deve ser levada à casa do macho, mas o inverso também pode ser tentado. Evite o estresse dos animais, deixando-os em um local tranquilo, sem muitas pessoas em redor.
Existem casos de dificuldades no acasalamento, assim como infertilidade nas cadelas ou nos machos. São motivos de insucesso na reprodução do animal, o que causa grande frustração para o dono. É preciso analisar e descobrir a causa com a ajuda do veterinário.
Quem não deve acasalar: animais portadores de enfermidades transmissíveis geneticamente como: displasia coxofemoral, ausência de um testículo (criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso; cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor de Sticker e Brucelose.
DIARRÉIA EM CÃES E GATOS
A diarreia é um sinal clínico muito comum em cães e gatos e pode ter diversas causas. Em animais jovens, é comum a diarreia por parasitas intestinais, mudanças alimentares ou fornecimento de alimentos que não fazem parte da dieta, viroses e excesso de ingestão de alimentos. Normalmente, a diarreia alimentar caracteriza-se por fezes pastosas e amareladas.
As viroses, que não só acometem filhotes como também cães adultos, causam diarreias líquidas, marrons avermelhadas e de odor muito fétido. Os parasitas intestinais, quando em grande quantidade, podem causar diarreias tão intensas quanto nos casos de viroses, e com o mesmo aspecto.
Os cães adultos podem ter diarreia pelas mesmas causas dos filhotes, mas também por doenças sistêmicas. É o caso de animais com insuficiência hepática ou renal, pancreatites, tumores intestinais, deficiência no funcionamento da glândula adrenal, dentre outros. Nestes casos a diarreia é “mais um sintoma”, e está associada a outras manifestações. Muitos medicamentos podem causar diarreia, por isso, nunca medique seu cão sem orientação veterinária. As doses são diferentes das usadas em humanos, e há medicamentos que não podem ser usados em animais.
Em alguns tipos de intoxicações ou envenenamentos, a diarreia pode estar presente. Tome cuidado com dedetizações, venenos e iscas para baratas e ratos.
Existem também as diarreias de origem psicogênica. Mudanças ambientais, morte ou ausência de uma pessoa muito chegada ao cão, e até mudanças na rotina da casa podem causar estresse no animal e diarreia.
O tratamento da diarreia vai depender do diagnóstico da causa primária.
Em resumo, a diarreia é um sinal clínico de muitas doenças, e quando ela se torna intensa, causa desidratação e até a morte do animal. Consulte o veterinário e não tente tratar a diarreia com receitas caseiras para que o cão possa ser socorrido a tempo.
DIABETES
Cães e gatos também podem ter diabete. A doença se caracteriza por uma deficiente produção de insulina, um hormônio que faz com que os “açúcares” resultantes da digestão sejam absorvidos pelo organismo. Em decorrência disso, ou seja, um excesso de glicose na circulação sanguínea, o animal urina exageradamente (poliúria) e bebe muita água (polidipsia).
A não absorção da glicose faz com que o “centro da fome” não fique saciado. Assim, a polifagia (consumo exagerado de alimento) é um sinal característico no animal diabético. Não absorvendo a glicose do sangue, o organismo passa a requerer energia de outras fontes. Para isso, músculos e gordura são utilizados, causando o emagrecimento progressivo do animal num estado mais avançado da doença.
A catarata é outro sinal clínico que pode indicar diabete no animal, mesmo que ele não tenha outros sintomas evidentes associados. Existem outras causas para a catarata. Nem todo animal com catarata é diabético.
Para se comprovar o diagnóstico, o paciente deve passar por um exame clínico associado a exames complementares que incluem exame de urina e exame de dosagem da glicose sanguínea.
Uma vez diagnosticada a doença, o tratamento mais comum é a aplicação de insulina diariamente. Na maioria das vezes, o proprietário aprende a aplicar a insulina e o faz em casa. Um controle periódico da glicose na urina é necessário. O dono do cão pode faz isso em casa através de uma fita de exame molhada na urina do cão (glicofita). O controle de glicose no sangue é feito na clínica veterinária através de exames de sangue.
As causas da diabete podem incluir a obesidade e a pancreatite (inflamação no pâncreas, órgão produtor da insulina). A doença é muito mais frequente em animais idosos do que em jovens. Em gatos, a diabete é bem mais rara do que no cão.