Seu carrinho está vazio no momento!
Categoria: ARTIGOS
FAMILIARIZANDO O CÃO COM COLEIRA E GUIA
A alegria começa quando o dono pega a coleira e a guia para passearem. Teoricamente seria assim, mas nem todos os cães ficam tão felizes.
O erro mais comum que os tutores cometem é apresentar a coleira e a guia ao seu cão no seu primeiro dia de passeio na rua, que normalmente ocorre logo após terminar o esquema de vacinação.
É muita novidade junta para o seu cão. De repente, ele se vê preso a uma guia que limita sua movimentação, com uma coleira em seu pescoço que o prende e sufoca. Além dessa péssima novidade, as ruas e parques são lugares cheios de informações como sons, cheiros, formas e texturas diferentes. Então ele puxa de um lado, o dono de outro e o passeio vira um transtorno para os dois.
Assim, deixar para acostumar seu cão com a coleira e guia no primeiro passeio está errado. Acostume-o a usar desde pequeno e faça pequenas simulações de passeios dentro da sua casa. Assim, quando sair para a rua ele já estará acostumado com a coleira e então vai sobrar mais tempo para conhecer a rua e suas novidades.
A mesma regra se aplica para cães que já possuem medo da coleira, para cães que puxam a guia para passear e com cães mais velhos que estão acostumados a andar soltos pela rua, sem coleira. Compre guia e coleira adequada ao seu tamanho e vá acostumando a usar primeiro em sua casa.
Na maioria das vezes o melhor acessório para passear com seu cão é uma coleira simples, leve e resistente. O mesmo se aplica para a guia.
Acostumar o seu cão a usar a coleira não é uma tarefa árdua. O segredo do sucesso é associar a coleira com coisas boas. Mostre a coleira para o seu cão e deixe-o cheirar. Distraindo o cão com um petisco, coloque a coleira delicadamente em seu pescoço. Após colocá-la, continue distraindo e brincando com um brinquedo por alguns minutos. A intenção é fazer com que ele se acostume com a coleira e não se incomode com ela em seu pescoço. Uma vez que esteja à vontade com o acessório, faça o mesmo com a guia. Distraia seu cão com petiscos e faça um breve passeio pela sua casa ou quintal com a guia frouxa. Você só deve sair para passear na rua após o cão estar acostumado com a coleira e com a guia em sua casa.
Se seu cão tem medo da coleira e ao vê-la fica com as orelhas baixas, com o rabo entre as pernas e foge para baixo do sofá, algo está errado. O medo da coleira pode ter sido algo adquirido, ou seja, ele associou a utilização da coleira e o passeio com algo ruim. Neste caso, nunca force seu cão a andar puxando-o pela guia e nem fazendo carinho quando apresentar sinais de medo.
O primeiro passo é associar o uso da coleira com algo bom. Em seguida, faça passeios curtos em ruas calmas e em horários de pouco movimento. Gradualmente vá aumentando o percurso e o tempo. Associe o passeio com petiscos, brinquedos e com o encontro de amigos que ele goste, como um cão ou uma pessoa que ele goste muito. Se mesmo assim seu cão continuar apresentando sinais de medo, procure um adestrador experiente em comportamento e que utilize métodos modernos baseados em recompensas para lhe auxiliar no treinamento. O medo pode ser controlado através de exercícios de dessensibilização e de técnicas de motivação para aumentar a autoconfiança do cão.
A VACINA QUE APLIQUEI NO MEU PET FALHOU E ELE ADOECEU
A melhor forma de proteger os animais de doenças virais é vacinação. No entanto, mesmo vacinados, alguns poucos cães ou gatos adoecem. Vários fatores influenciam na eficácia da vacina. Ela precisa ser aplicada por veterinários, ser conservada em temperatura controlada de 2 a 8 °C e o animal deve estar saudável para recebê-la. Estas falhas vacinais podem ser relacionadas com o animal ou com a vacina.
Quando os filhotes nascem, eles recebem através do colostro, sua primeira linha de defesa que são anticorpos maternos. Os anticorpos maternos é, sem dúvida, uma das maiores causas de falha vacinal. Quando vacinados com menos de 45 dias de vida, estes anticorpos podem neutralizar os antígenos vacinais, impedindo com que o filhote desenvolva defesas suficientes para proteger-se.
Em uma população, nem todos respondem da mesma forma à uma vacinação. Uma pequena parte dela, ao redor de 5%, independentemente de ter recebido um esquema de vacinação adequado, não produzirá uma resposta imune eficaz. Da mesma forma, outros 5% da população produzirá uma excelente resposta e a grande maioria da população, cerca de 90%, produzirá uma resposta imune satisfatória. A imunossupressão adquirida é, na maioria das vezes, desencadeada pelo uso de drogas imunossupressoras e quimioterápicos. Estes medicamentos só interferem na resposta vacinal se estiverem sendo usados em altas doses e por um longo período de tempo.
O animal deve estar saudável no momento da vacinação. Animais que estão incubando qualquer enfermidade não conseguem promover uma resposta imune ideal à vacinação. Aqueles que estejam apresentando sinais clínicos não devem ser vacinados, até que se restabeleça.
Outros fatores individuais como verminose intensa, alterações hormonais, má nutrição e estresse também podem levar à uma falha vacinal.
A conservação da vacina é um quesito muito importante que devemos levar em consideração. As vacinas devem ser conservadas na temperatura entre 2 a 8 °C. Temperaturas acima ou abaixo desta faixa diminui a eficácia ou até mesmo inutiliza o produto biológico. Esta conservação inadequada das vacinas é um dos maiores motivos de falha vacinal quando o animal não é vacinado por um veterinário.
Existe as falhas relativas quanto ao manuseio. Vacinas diferentes nunca devem ser misturadas na mesma seringa, a não ser que exista a indicação na bula do produto.
Por último, um fator que é tão importante quanto a conservação da vacina é a qualidade da produção dela. Existem alguns pontos que podem influenciar na eficácia da vacinação. Entre eles estão a massa antigênica utilizada (quantidade de vírus ou bactérias), a qualidade do adjuvante de imunidade (produto adicionado à vacina para estimular a resposta do organismo), a cepa vacinal (tipo de vírus e bactérias) e a atenuação das cepas (método usado para neutralizar os vírus e bactérias usados nas vacinas). Infelizmente ainda temos no mercado vacinas de baixíssima qualidade.
Para minimizar os riscos de falha vacinal e melhor eficácia da vacinação, leve seu cão ao médico veterinário. Além da certeza da origem e qualidade do produto biológico utilizado, ele é a pessoa mais capacitada para vacinar o animal.
A TERCEIRA IDADE DO PET
Como os seres humanos, os animais se tornam idosos e o corpo sofre as consequências da idade. Como os animais geralmente vivem menos do que os seres humanos, eles envelhecem mais rapidamente e, às vezes, os donos não percebem. Um gato ou um gato com apenas 6 anos de idade já está idoso, por exemplo. Considerando que a vida média desses animais é de 12 anos, podemos dizer que aos 6 ou 8 anos eles começam a envelhecer. Existem animais que podem viver muito mais do que a média, podendo chegam aos 18 anos ou mais. Essa longevidade pode ser explicada pela predisposição do organismo e os cuidados que ele receberá quando começar a envelhecer. O dono deve ficar atento e conhecer as doenças que podem acometer seu animal a partir de 7 ou 8 anos de idade.
Alterações ósseas como calcificações nas vértebras da coluna ou hérnia de disco são comuns em cães e gatos idosos, principalmente nos obesos. O animal pode começar a mancar e tem dificuldade de pular ou subir em locais mais altos, como um sofá. Quando palpado na região da coluna, ele sente dor e com a progressão do quadro o animal passa a ter incoordenação nos membros, não consegue mais se levantar.
O paciente deve ser levado ao veterinário tão logo apresentar o quadro para uma avaliação clínica juntamente a exames de raio-X e mielografia. O tratamento dependerá do grau da lesão podendo ser necessário realização de cirurgia para correção do problema.
A catarata é uma condição em que o animal vai perdendo a visão gradativamente, uma vez que o cristalino (estrutura interna do olho) vai tornando-se translúcido. Quando observado à luz, o olho do animal tem manchas brancas. Com o passar do tempo, a catarata evolui e o animal passa a não enxergar, já que o cristalino está totalmente opaco e o animal tem os olhos bastante esbranquiçados.
Quando diagnosticada precocemente, a catarata pode ser tratada para que sua evolução seja mais lenta. Nem todos os casos respondem bem ao tratamento. No caso de cegueira, existe cirurgia para catarata em animais.
A saúde de um animal começa pela boca. A perda dos dentes é prejudicial e é algo que o dono pode e deve prevenir. Os cães e gatos perdem os dentes, normalmente, pelo acúmulo de tártaro já que é uma missão quase impossível a escovação deles. Avaliações periódicas da cavidade oral devem ser realizadas desde jovens, e a prevenção e/ou remoção do tártaro devem ser feitos. Mau cheiro na boca do gato ou os dentes estão muito amarelados, são indicativos que é hora de visitar o veterinário. Muitas vezes, quando é feita a profilaxia bucal, diversos dentes já poderão estão perdidos. Alimentar o animal com ração seca ajuda a prevenir o tártaro, além de outras medidas como evitar dar comida caseira.
Cães e gatos idosos ou obesos podem se tornar diabéticos. O pet diabético apresenta magreza, embora coma muito. Bebe água exageradamente e urina demais. Pode apresentar catarata associada ao quadro. Este paciente deve ser levado para uma avaliação clínica e realização de exames complementares. A administração de insulina é feita para o controle da doença na maioria dos casos. A dose deve ser calculada e regulada pelo médico veterinário.
Com o a longevidade, pets idosos podem apresentar alterações cardíacas. Alguns animais compensam essas disfunções e vivem bem, sem sinais clínicos. Outros apresentam sinais claros de cardiopatia. Cansaço além do normal, tosse que pode ser confundida com um engasgo após exercícios e língua arroxeada após uma situação de excitação, são sinais de um gato cardiopata. É necessário a realização de um eletrocardiograma, ecodoopler e um raio-X da cavidade torácica para avaliar o grau da cardiopatia e indicar o melhor tratamento. A obesidade deve ser evitada em gatos cardiopatas.
Quando o rim perde a sua capacidade de filtrar e não consegue mais reter a água, temos um quadro de insuficiência renal crônica. Emagrecimento, ingestão exagerada de água, poliúria (urina em grandes quantidades), perda de apetite, vômitos e anemia são sinais do quadro. O rim deixa passar substância importantes como vitaminas, e retém toxinas que deveria eliminar. Quanto mais cedo o diagnóstico maior a sobrevida. Rações específicas para o quadro e complementos vitamínicos são necessários no tratamento juntamente com o acompanhamento veterinário. A hemodiálise pode ser necessária nos casos mais graves.Mudanças hormonais acontecem no organismo com o passar dos anos levando ao aparecimento de várias patologias no animal. No trato reprodutivo das fêmeas, a infecção uterina ou piometra uma das principais. Acometendo animais de meia idade e idosos não castradas, apresenta sinais clínicos como perda de apetite, vômitos, aumento súbito do volume do abdômen, corrimento vaginal intenso e apatia. É um quadro de urgência e a paciente deve ser encaminhada ao veterinário imediatamente pois ela está correndo risco de morte. Contraceptivos (anticoncepcional) vendidos em casa de ração também podem causar a piometra e o seu uso sempre é contraindicado. O único tratamento eficaz na piometra é a cirurgia de retirada do útero e ovários.
Não muito raro, nódulos podem aparecer nos animais em qualquer fase de sua vida. Estes podem ser desde cistos e até mesmo um câncer agressivo. Este paciente deve ser avaliado pelo veterinário para um diagnóstico preciso e tratamento adequado para o caso. Quanto mais precoce o diagnóstico maior a chance de salvar ou prolongar a vida de um animal. Estes nódulos devem ser retirados cirurgicamente e enviados para exame histopatológico.
A velhice chega para todos e as consequências dela também. Envelhecimento dos nossos pets é inevitável mas podemos proporciona-los uma “terceira idade” com saúde.
O ACASALAMENTO DOS FELINOS
Tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e o destino dos filhotes são itens que devemos analisar antes de pensar em acasalar seus felinos.
As gatas possuem algumas características de cio diferente das cadelas. Elas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade. Não há sangramento, e nota-se uma nítida mudança de comportamento na gata onde ela passa a esfregar-se no chão, nos objetos e nas pessoas e, principalmente à noite, começa a miar de forma bem diferente do normal. O cio deve durar de 4 a 7 dias, porém muitas fêmeas permanecem no cio por mais tempo. A frequência dos cios é a cada 3 meses geralmente. Há gatas que ciclam quando ainda estão amamentando os filhotes recém-nascidos, por tanto, para evitar uma nova prenhes, deixe-a separada do macho se observar sinais de cio.
As fêmeas aceitam os machos apenas quando estão no cio e como o intervalo entre eles é curto, a gata pode ter várias ninhadas durante o ano, o que é totalmente desaconselhável. O acasalamento é bastante ruidoso, e a gata mia muito alto durante a cópula. A ovulação é estimulada pelo contato sexual.
Se decidir deixar que seu animal cruze, siga os seguintes passos:
1. Sempre procure um macho da mesma raça e que tenha um tamanho igual ao da fêmea. Nos felinos, dificilmente ocorrem problemas com a diferença de tamanho dos animais, porém, com o surgimento de novas raças consideradas gigantes, devemos levar em consideração do animal.
- 2. Coloque em dia as vacinase vermifugação tanto do macho quanto da fêmea. Se possível faça um exame de sangue e fezes um mês antes do cio. A fêmea deve passar por uma avaliação veterinária antes do acasalamento. Durante a gestação, não é indicado dar nenhuma medicação, por isso, ela deve estar perfeitamente saudável antes de cruzar
3.Não acasale fêmeas muito jovens, o ideal é a partir de um ano de idade.
4.fêmeas obesas não devem acasalar; aguarde o próximo cio, quando o animal deverá estar num peso compatível com sua raça e tamanho.
Devemos salientar que felinos portadores de Retroviroses como a FeLV (Leucemia Felina) e a FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina ou AIDS felina), enfermidades geneticamente transmissíveis ou com problemas cardíacos graves não devem acasalar.
“Nunca” aplique contraceptivos para evitar o cio ou acasalamentos errôneos. Procure uma clínica veterinária com profissionais capacitados para a castração física do felino.
REGISTRO DE CÃES – PEDIGREE
Registro de cães – Pedigree
Todo animal de raça pura deve ter um registro, e esse documento certifica a sua pureza. A tarjeta é emitida assim que o criador registra a ninhada no Kennel Clube ou Clube de raça especializado. Trinta dias após esse procedimento, o Pedigree é entregue ao criador via Kenel Clube também. Portanto, a tarjeta é um documento legal, que garante a propriedade do cão.
Quando compramos um filhote, normalmente o criador já assinou a autorização de transferência do cão para o novo proprietário, no próprio documento do pedigree. O comprador deve se dirigir à entidade que emitiu o registro (clube da raça ou kennel clube de seu estado) para que se faça a emissão de um novo documento, já com o nome do novo proprietário do animal. O pedigree é um documento que nos mostra também toda a ascendência do cão, ou seja, sua “árvore genealógica”.
Entidades
A única entidade que é reconhecida fora do Brasil é a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), portanto, registre seus cães em Kennel Clubes filiados a essa entidade. Existem também os clubes das raças, como Clube do Dobermann, do Cocker e outros. Esses Clubes são associados à CBKC. Os clubes também fazem o registro de animais (encaminham a documentação à Confederação Brasileira de Cinofilia), promovem eventos da raça, etc.
Registro de animais
Se você pretende registrar uma ninhada, ou seja, tirar o pedigree dos filhotes, você precisa de alguns pré-requisitos:
- Os pais têm que ter pedigree;
- A cadela deve estar registrada no nome do atual proprietário;
- O dono da fêmea deve registrar um canil junto a uma entidade cinófila e estar com a anuidade em dia. Isso pode ser feito no momento do registro da ninhada.
Assim, após o acasalamento, o proprietário da fêmea deve comparecer ao Kennel Clube de seu estado ou Clube da raça, e pegar 3 documentos para serem preenchidos:
- Proposta de sócio: para tornar-se um criador sócio da entidade;
- Abertura de Canil: o interessado deve escolher um nome para o seu canil e pagar a anuidade;
- Mapa de ninhada: formulário no qual você vai comunicar o número de filhotes e os nomes com que os animais serão registrados.
Estes documentos deverão ser entregues num prazo de até 90 dias após o nascimento da ninhada, e as respectivas taxas devem ser pagas. Você receberá o pedigree dos cãezinhos dentro de 60 a 90 dias. O pedigree irá ser útil para saber a origem do seu cão, se ele tem campeões na família, etc., além de ser um certificado legal de pureza da raça e propriedade do animal. A partir de 2004, foi instituída a obrigatoriedade da implantação de microchip nos cães de raça registrados e que participam de exposições.
VIROSES EM CÃES
Os animais se contaminam através de urina, fezes e secreções de cães doentes. Pelo fato de muitos desses vírus sobreviverem por até 1 ano em condições ambientais, o local onde um cão doente esteve abrigado deve ser evitado por filhotes e cães não vacinados durante esse período de tempo. Mesmo que ocorra a desinfecção do ambiente, o risco de contaminação ainda é considerável. Alguns vírus continuam a ser eliminados pela urina dos animais que conseguiram sobreviver à doença, por vários meses.
Essas informações são bastante importantes e nos leva à concluir que deixar de vacinar um cão e levá-lo para as ruas é um risco muito grande. Da mesma forma, os filhotes só podem ter contato com o meio exterior e com outros cães após terminada a fase de vacinação.
Dentre as viroses, as mais temidas são a cinomose e a parvovirose, por serem bastante violentas e altamente contagiosas, causando a perda de muitos animais. A vacinação é o único meio de evitá-las.
A cinomose é uma doença que atinge os cães, não transmissível ao homem. Altamente contagiosa, causada por um vírus bastante resistente ao meio ambiente. Acomete animais de todas as idades.
O período de incubação da cinomose pode chegar a 10 dias. O animal apresenta febre, apatia, perda de apetite, vômitos, secreção nasal e ocular e sinais neurológicos, dentre outros. A doença pode apresentar-se de várias formas, inclusive com sinais neurológicos apenas, o que significa um estágio mais avançado.
O vírus da cinomose atinge vários órgãos como rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo “tiques”, andar cambaleante, ataques convulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, ou seja, condições para o organismo reagir.
O curso da doença é variável. O animal pode passar por todos os estágios ou rapidamente apresentar os sintomas neurológicos, que são irreversíveis, mesmo que ele atinja a cura. A morte ocorre com frequência e muitas vezes o dono do animal opta pela eutanásia para aliviar o sofrimento de seu animal.
Devemos usar de todos os recursos disponíveis na tentativa de salvar o cão. Porém, mesmo com um tratamento intensivo e adequado, a resistência individual é o fator mais importante. Se o cão atingir a cura, ele ficará apenas temporariamente imunizado, e deverá continuar sendo vacinado anualmente.
A parvovirose é uma doença muito comum e causadora de 80% de morte nos filhotes contaminados. Não é transmitida ao homem. Ela pode atingir cães em todas as idades, daí o cuidado em se manter o cão vacinado anualmente.
Os sinais são febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarreia profusa. O animal solta as fezes na forma de jatos, de odor fétido e com muito sangue. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. A maioria necessita de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta.
O tratamento, como no caso de outras viroses, visa dar suporte aos animais para que eles consigam reagir. O período de incubação pode chegar a 12 dias, e o animal que sobreviver à doença ficará imunizado temporariamente.
A parvovirose não deixa sequelas, e o animal curado ganha peso e volta a se desenvolver rapidamente. Porém ela é uma doença que ainda mata muitos filhotes.
O diagnóstico deve ser feito também através de exames laboratoriais, pois existem algumas verminoses e intoxicações que podem ser confundidas com a parvovirose.
A coronavirose é um vírus muito similar ao vírus da parvovirose, causando sintomas semelhantes. É muito difícil diferenciar as duas doenças apenas pelos sintomas. São necessários exames laboratoriais, embora nem sempre essa diferenciação seja necessária, pois o tratamento das duas doenças é semelhante.
Ela pode ser considerada mais branda que a parvo, porém, pode levar à morte muitos animais. Os animais recebem tratamento sintomático, e as chances de sobrevivência são maiores.
A hepatite viral canina é uma doença causada por um vírus que não atinge o homem. Sua ocorrência é bem menos frequente que a cinomose e a parvovirose, e a mortalidade também não é tão alta. O período de incubação é de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins.
O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, diarreia e, em uma pequena porcentagem de cães, uma alteração ocular denominada “olho azul” (edema da córnea), reversível na maioria dos casos.
O tratamento é sintomático, e visa dar condições de reação ao organismo.
A parainfluenza é um dos agentes causadores da chamada “tosse dos canis”. O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por 2 semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. O período de incubação é de nove dias. A associação de outros agentes (bordetella, adenovírus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.
Enfim, mantenha seu cão vacinado anualmente, pois as vacinas dadas na fase de filhote devem ser repetidas todos os anos para garantir imunidade ao cão. Nunca tente tratar essas doenças com receitas caseiras ou achadas na internet, pois elas são graves e precisam de tratamento adequado para que o animal tenha chance de sobreviver.
VERDADES E MITOS SOBRE A CASTRAÇÃO
É um assunto polêmico para os proprietários de animais de estimação. A castração está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos. É preciso desvendar os mitos sobre o procedimento e entender quando ela é recomendada.
Por que castrar?
1. Evitar fugas dos animais para a rua.
2. Evitar o constrangimento de cães “agarrando” em pernas ou braços de visitas.
3. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar).
4. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante.
5. Evitar tumores testiculares.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis.
8. Evitar acasalamentos indesejáveis.
9. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta nas fêmeas.
10. Evitar infecção uterina em fêmeas adultas.
11. Evitar episódios frequentes de “gravidez psicológica” e suas consequências.
12. Evitar cios.
“A castração é uma cirurgia cruel!”
Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida, com o pós-operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já estará ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continuará a ter vida normal
“A castração deixa o animal gordo”
Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso poderá ser mantido. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.
“A castração deixa o animal bobo”
Falso. O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.
“Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa”
Verdadeiro. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de um ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa. Nesse último caso, pode acontecer de animais continuarem a demarcar território mesmo após a castração, pois já adquiriram o hábito de urinar em todos os lugares.
“A castração evita câncer na fêmea”
Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio
“O macho castrado não tem interesse pela fêmea”
Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.
Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas através da castração. O animal “inteiro” excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos.
É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente, de doenças como câncer de mama e piometra.
O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.
TOXOPLASMOSE
A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário chamado Toxoplasma Gondii, que pode infectar o homem e diversas espécies animais, como cães, gatos, aves, porcos, carneiros e bovinos.
A forma mais comum de contrair a doença é pela ingestão de água e alimentos contaminados. A ingestão de carne crua ou mal passada, por exemplo, é um grande risco tanto para o homem como para os animais domésticos carnívoros, como os cães e os gatos. Por isso, não alimente seu amigão com crua ou pouco cozida. Dê preferência à ração.
Erroneamente, costuma-se atribuir aos gatos a culpa pela transmissão da toxoplasmose ao homem. No entanto, sabe-se que é bem pouco provável que os animais domésticos sejam os culpados, na maioria das vezes.
No caso do gato, o animal pode ter a doença desde o seu nascimento (assim como o homem), mas, ao contrário de outras espécies, não irá manifestar sinais clínicos. Ele só irá transmitir a doença caso tenha uma queda de resistência. Nesse caso, irá eliminar o protozoários pelas fezes, oocistos (‘ovos’) que demoram de 1 a 5 dias no ambiente para serem infectantes aos outros indivíduos. Assim, acariciar o gato e conviver com ele, mantendo o mínimo de cuidados como lavar as mãos após limpar a caixa de areia e não dormir com o animal na cama são medidas suficientes para evitar a transmissão. Não há relatos de transmissão pela lambedura ou arranhadura do gato, o toxoplasma é eliminado pelas fezes.
Não é todo o gato que tem a toxoplasmose, muito pelo contrário. No caso de mulheres grávidas, não é necessário se desfazer do animal da casa, temendo a doença. Basta tomar os cuidados descritos acima. O maior cuidado deve ser com a ingestão de alimentos e água. A doença em mulheres gestante realmente é preocupante, pois a toxoplasmose quando contraída no primeiro trimestre da gestação, pode causar problemas ao feto.
Os pombos, até pouco tempo eram incriminados pela transmissão da toxoplasmose pelas fezes. Porém, estudos mais recentes mostram que apenas a ingestão da carne crua ou mal passada de pombos é que pode transmitir a doença. A inalação de poeira com fezes secas de pombos contaminados podem transmitir criptococose, histoplasmose e ornitose para o homem. A salmonelose também pode ser transmitida pelas fezes desses animais.
Assim, é muito fácil termos contato com o parasita causador da toxoplasmose através do consumo de água, frutas e legumes contaminados, alimentos mal cozidos, principalmente carne bovina e aves. Mesmo com a grande exposição à doença, apenas uma minoria desenvolve a toxoplasmose.
A pessoa ou animal contaminado pelo Toxoplasma, à exceção dos gatos, que raramente têm sintomas, apresenta febre, gânglios aumentados, sinais diversos, como órgãos aumentados e sinais neurológicos como transtorno visual. Mas como explicado, a maioria das pessoas não desenvolve a doença, criando anticorpos contra ela.
A Toxoplasmose se pode ser tratada, se descoberta a tempo. É preciso desmistificar a culpa do gato na transmissão da doença e olharmos as outras formas de transmissão, muito mais comuns e importantes.
SARNA
Doença de pele causada por um pequeno ácaro microscópico chamado Sarcoptes Scabiei que ‘cava’ túneis nas camadas mais profundas da pele, causando intensa coceira, que é o sintoma mais conhecido da sarna tanto em humanos como em animais. Mas é claro que nem todo prurido (coceira) significa sarna.
Além da coceira intensa que faz com que o animal pare de comer pelo estresse, a sarna causa perda de pelos, descamações e crostas na cabeça, orelhas e patas, podendo alastrar-se para todo o corpo do animal, se não for tratada.
No gato, a sarna é causada por um outro ácaro, o Notroedis cati. Os sintomas são praticamente os mesmos que nos cães, porém, encontramos lesões principalmente na cabeça e orelhas.
Os animais podem pegar sarna no contato direto com outros cães ou gatos doentes, ou pelo contato indireto através de cobertores, roupinhas, toalhas, escovas contaminados. Por isso, no tratamento da doença, é importante não apenas tratar o animal, mas também os objetos usados por ele, lavando-os com água quente e, se possível, passando a ferro em temperatura alta.
A escabiose não deve ser confundida com demodicose ou “sarna negra”. Essa última é causada por outro agente, não é transmissível de um animal para outro, mas sim da mãe para o filhote. Enquanto a escabiose pode ser tratada, a sarna negra não tem cura, mas controle.
Uma dúvida frequente é sobre a possibilidade dos animais passarem a sarna para o homem. Embora exista um tipo de ácaro da escabiose para cada espécie (cães, gatos, homem, etc.), a sarna dos animais pode, eventualmente, contaminar as pessoas também. As lesões de sarna no ser humano se manifestam como pontos avermelhados nos braços e tórax, justamente as áreas onde as pessoas têm contato direto com os animais quando os carregam. A coceira é o sintoma característico e esse tipo de sarna no homem tem tratamento fácil, na maioria das vezes.
Assim, antes de iniciar um tratamento contra sarna, você deve levar o seu animal ao o veterinário para confirmar se realmente trata-se dessa doença pois a escabiose pode ser confundida com algumas dermatites que também causam coceira, como as alergias.
O tratamento de sarna pode ser feito na forma de banhos usando produtos acaricidas ou loções tópicas, dependendo da gravidade da doença. É importante esclarecer que não existe vacina contra sarna, como pensam alguns. O veterinário poderá optar por medicação oral para tratar da sarna, mas essa só deve ser feita por um profissional, uma vez que os produtos podem ser tóxicos.
ROUPAS PARA ANIMAIS, USAR OU NÃO?
Algumas pessoas questionam sobre o uso de roupinhas em cães: é necessário ou trata-se apenas de um “luxo” dos donos?
O cão possui uma camada de pelos que o aquece nos dias mais frios. Algumas raças como o Husky Siberiano, Terra Nova e outras, possuem duas camadas de pelo, além de uma grossa camada de gordura sob a pele. Para esses cães, o frio não é problema e a roupa é dispensável. No entanto, as raças de pelagem curta e até mesmo raças com pelos mais longos, mas que não possuem adaptação para o frio, sofrem com temperaturas baixas. Nesse caso, a roupinha é necessária para aquecer o animal e não é apenas um luxo do dono.
Na natureza, os cães selvagens e lobos têm as tocas para se abrigarem e dormem uns próximos aos outros para se aquecerem no frio. Além disso, estão naturalmente adaptados às baixas temperaturas, o que não ocorre com muitas das raças de cães criadas pelo homem.
O uso de capinhas de chuva pode parecer um grande supérfluo para alguns, no entanto, animais idosos e ou com alterações de coluna, podem ter problemas ao se molharem nos dias frios e chuvosos. Isso sem contar com o odor da pelagem, o conhecido “cheiro de cachorro molhado”. Assim, se o cão tomar chuva, deve ser seco para não cheirar mal.
Em países com temperaturas muito baixas no inverno, o uso de sapatos evita que os cães queimem as patas na neve. Os sapatos também podem ser usados no verão, durante os passeios, para evitar queimaduras nas patas. Também servem para protegê-las da umidade, a maior causadora de dermatites. O sapato também pode ajudar a manter curativos e isolar a pata machucada do solo.
Devemos ter em mente que a roupa pode ser um grande incômodo para nossos amigos, quando o seu uso não passa de uma tentativa do dono de “humanizar” o animal. No mercado, existem todos os tipos de acessórios, de bonés e gravatas a fantasias para cães.
Use em seu animal apenas o que é necessário (para aquecê-lo no inverno, por exemplo) ou em ocasiões especiais. O que pode parecer “bonitinho” para você, pode ser detestável para ele. Não insista se o cão não quiser usar a roupinha, mesmo que seja para protegê-lo do frio. Roupas de lã podem agravar o quadro de animais alérgicos e provocar muitos nós nos pelos de raças de pelagem longa como Yorkshire, Maltês, Lhasa apso, Shih-Tzu etc. Roupas em gatos, nem pensar. Os bichanos são espertos e procuram lugares quentes no inverno. Detestam roupas ou qualquer outro acessório.