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Categoria: ARTIGOS
DENUNCIANDO MAUS-TRATOS AOS ANIMAIS
“Art. 32 da Lei Ambiental: Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. ”
Rotineiramente depararmos com situações de maus-tratos contra animais. Cães e gatos expostos em gaiolas minúsculas, sem nenhuma condição de higiene, presos em correntes curtas o dia todo, que apanham dos seus tutores, alimentados de forma precária, levando à inanição, cavalos usados na tração açoitados e em visível estado de subnutrição. Estes são exemplos típicos.
Alguma das vezes sabemos que o animal está sofrendo, mas a caracterização de maus-tratos é subjetiva. Quando seu vizinho deixa o cão preso o dia todo num quintal pequeno, sem abrigo, sozinho pode ser caracterizado como ‘maus-tratos’, para a maioria das pessoas, mas pode ser perfeitamente normal para o dono do animal. O sacrifício de animais em rituais religiosos ou seu uso em rodeios, circos e touradas pode ser normal para quem pratica, mas uma barbaridade para quem entende que esses animais são submetidos a situações de sofrimento.
Um outro exemplo de maus-tratos é o abandono do animal. A lei prevê que é crime. Sim, aquelas pessoas que abandonam ninhadas ou mesmo seus cães idosos, cegos ou doentes, estão ferindo a lei.
A legislação no Brasil protege os animais desde 1934 (DECRETO LEI Nº24.645, DE JULHO DE 1934), sejam eles domésticos (cães, gatos, pássaros, etc.), pertencentes à fauna brasileira (papagaios, tucanos, onças, etc.) ou não (elefantes, leões, ferrets, etc.), animais de trabalho (cavalos, jumentos, etc.) ou produção (aves, gado, suínos, etc.).
Recentemente, a Lei de crimes ambientais nº 9605 – de 16/02 de 1998 reforça o decreto de 1934 e especifica várias violações e penalidades para aqueles que praticam crimes contra os animais.
Ao se deparar com situações onde o animal está visivelmente sofrendo, utilizando e amparando-se na lei, é possível denunciar. Se você tem dúvida se a situação que você presenciou caracteriza-se ou não como maus-tratos, conheça o que a lei considera como abuso contra os animais.
LEI DE CRIMES AMBIENTAIS DE No. 9605 DE 13 de FEVEREIRO DE 1998
CAPÍTULO V DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE
Seção I Dos Crimes contra a FaunaArt. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.
- 1 . Incorre nas mesmas penas:
I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III – quem vende, expõe a venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
§ 2 . No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
- 3°. São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.
- 4 . A pena e aumentada de metade, se o crime e praticado:
I – contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração;
II – em período proibido à caça;
III – durante a noite;
IV – com abuso de licença;
V – em unidade de conservação;
VI – com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa.
§ 5 . A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça profissional.
- 6 . As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca.
Art. 30. Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a autorização da autoridade ambiental competente: Pena – reclusão, de um a três anos, e multa.
Art. 31. Introduzir espécime animal no Pais, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1 . Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
2 . A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.Art. 33. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes, lagoas, baias ou águas jurisdicionais brasileiras: Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas cumulativamente.
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas:
I – quem causa degradação em viveiros, açudes ou estações de aquicultura de domínio público;
II – quem explora campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem licença, permissão ou autorização da autoridade competente;
III – quem fundeia embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais, devidamente demarcados em carta náutica. }
Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: Pena – detenção de um ano a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem:
I – pesca espécies que devam ser preservadas ou espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos;
II – pesca quantidades superiores as permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não permitidos;
III – transporta, comercializa, beneficia ou industrializa espécimes provenientes da coleta, apanha e pesca proibidas.
Art. 35. Pescar mediante a utilização de:
I – explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante;
II – substâncias toxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente: Pena – reclusão de um ano a cinco anos.
Art. 36. Para os efeitos desta Lei, considera-se pesca todo ato tendente a retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais da fauna e da flora.
Art. 37. Não é crime o abate de animal, quando realizado:I – em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família;
II – para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente;
III – (VETADO)
IV – por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.
CUIDADO COM OS OSSOS QUE VOCÊ DÁ PARA SEU PET
Comumente os donos oferecerem aos seus cães ou gatos ossos de galinha ou costela, crendo que isso é bem prazeroso para seus animais. Esse tipo de osso pode causar danos sérios e até a morte do animal. Roer é um hábito comum e saudável dos animais na natureza, e uma forma de suprir carências minerais.
Ossos pequenos, como os de galinha ou aqueles que podem se partir em lascas, como os de costela, podem ferir gravemente o esôfago, estômago e o intestino. Os ossos de galinha, principalmente, podem formar pontas afiadas ao se quebrarem, e causar perfurações no trato digestivo. Essas lesões podem levar a hemorragias e infecções generalizadas, uma vez que a perfuração do intestino faz com que as bactérias presentes no interior desse órgão sejam levadas para dentro da cavidade abdominal, causando uma infecção bastante grave e levar o animal à morte.
Sabendo disso, devemos evitar dar ossos de galinha, frango, costela de porco, assim como palitos de madeira, usados em churrascos, que também podem formar lascas pontiagudas e perigosas.
Estimular o animal a roer é importante, mas devemos oferecer ossos arredondados, grandes, praticamente inquebráveis, como canela ou joelho bovino. Tome o cuidado de fervê-los previamente para remoção da gordura, ou certamente ela causará diarreia. No mercado, existem ossos naturais tratados e defumados. Ossos sintéticos feitos de couro bovino suprem muito bem a necessidade do pet de roer.
Assim, quando estiver num churrasco acompanhado do seu cão, não dê e não deixe que ninguém ofereça ossos para ele roer. E cuidado redobrado com seu cão, pois ele vai procurar a todo custo achar um ossinho perdido, e isso pode ser fatal.
CRIANDO UM CÃO PARA GUARDA
Residências com cachorros sofrem menos tentativas de assalto do que aquelas que não os possuem. No entanto, ter um cão de guarda requer conhecimento. A falta de informação ou inexperiência dos proprietários ocasiona a criação inadequada dos cães que, tornando-os em um perigo para as pessoas que convivem com eles e para a comunidade.
Muitas raças de cães de guarda foram perdendo suas características originais, em razão de cruzamentos errados e não controlados, gerando cães excessivamente bravos e cães medrosos que não se prestam à finalidade de guarda. Assim, para escolher o cão ideal, é importante conhecer um pouco do padrão da raça e buscar um canil idôneo que selecione animais de temperamento bem definido para os acasalamentos.
Morder é uma atitude natural de todo filhote. O cachorro de guarda, especialmente, deve ser desestimulado a fazer isso. Esse hábito se tornará um problema quando o cão for maior. Quando o filhote começar a morder, diga ‘NÃO’ bem firme e, caso ele insista, diga ‘NÃO’ novamente, segurando-o pela pele atrás do pescoço, e deixe-o preso por alguns minutos.
Nunca provoque o cachorro com panos, não o irrite para que ele morda. Ensine-o comandos básicos, pois obediência é a característica mais importante e desejável quando se possui um cão.
O cão jamais pode rosnar para o dono. Isso significa que ele quer “mandar no pedaço”. Em se tratando de uma raça de guarda, é possível imaginar o desastre que será se o cão achar que pode fazer o que quer. Na primeira rosnada, segure o focinho do cão ou contenha-o pela pele atrás do pescoço e diga NÃO! Essa é uma palavra que ele deve entender desde o primeiro dia que chegar em sua casa.
Manipule o cãozinho frequentemente, mexa nas orelhas, abra sua boca, segure suas patas e olhe entre os dedos, pegue sua vasilha de comida e escove seus pelos. Com isso, ele se acostumará com essas práticas e não estranhará quando for adulto.
O adestramento começa desde o primeiro dia. Para aqueles que não são tão experientes, é possível contratar adestradores profissionais, quando o filhote tiver 6 meses. Mas nesse caso, a responsabilidade do dono na educação do cão não pode ser inteiramente passada para o treinador. O adestrador deve ensinar o cão a atender comandos e o dono a comandar. Somente um trabalho conjunto dará resultado. Ou então, o cão obedecerá apenas ao adestrador e todo o investimento será em vão.
Cães de guarda, a menos que sejam utilizados por pessoas experientes, não devem receber outro adestramento além da obediência básica. Treinar o cão para o ataque é como entregar uma arma municiada a uma criança. Pessoas inexperientes com cães de guarda, não conseguirão controlar seus cães, caso eles ataquem.
Infelizmente ainda existem pessoas com a mentalidade de que o bom cão de guarda é aquele que morde e ataca tudo que vê e que deve ser mantido preso em correntes ou canis, sem contato com pessoas de fora para que ‘ele fica bravo’. Animais criados dessa forma são aqueles que, quando escapam, atacam e matam pessoas nas ruas ou causam mutilações nas vítimas. O cão de guarda foi selecionado geneticamente para guardar seu território e seu dono, por isso, não é preciso “deixá-lo bravo” com o isolamento.
O instinto de guarda manifesta com 1 ou 2 anos de idade. É preciso passear com o cão sempre preso à guia e com focinheira, submetendo-os a vários estímulos externos como sons, pessoas que ele não conhece, bicicletas e carros passando, para que ele saiba discernir quando deve atacar, ou seja, reconhecer uma situação estranha a seu dia a dia.
Prenda sempre seu cão de guarda quando for sair ou entrar com seu carro da garagem. Colocar placas advertindo que a residência possui cão de guarda e tenha certeza que os muros de sua casa sejam de altura suficiente para conter o cão.
O bom cão de guarda é um animal controlado, que sabe andar na rua e não ataca por qualquer motivo. O bom dono é aquele que tem a responsabilidade de criar um bom cão de guarda e mantê-lo sob seu controle com segurança. Aqueles que desejam ter uma ‘fera’ em casa, não devem comprar um cão de guarda.
PETS EM CONDOMÍNIOS REQUER CUIDADO QUANTO AO RESPEITO AOS DEMAIS MORADORES
PETS EM CONDOMÍNIOS REQUER CUIDADO QUANTO AO RESPEITO AOS DEMAIS MORADORES
Ter um bichinho de estimação pode ser uma saída para quem quer um companheiro dentro de casa. Além de divertir, ele faz companhia e, em alguns casos, é até recomendação médica para a depressão. Segundo o último levantamento do IBGE, já são 132,4 milhões de pets no país, o que significa aproximadamente três em cada cinco pessoas têm algum pet de estimação em casa e muitos deles em condomínios.
Latidos, uivos, ruídos e miados podem ser motivo de desavenças entre vizinhos. Optar por animais em condomínios requer atenção redobrada quanto ao respeito aos demais moradores e para o bem-estar do próprio animal.Muitos regulamentos em condomínios trazem a permissão de ter em casa animais de pequeno porte, mas é preciso respeitar e manter o ambiente seguro para os demais moradores. Não pode ser um animal nocivo e nem incomodar o vizinho.
As principais reclamações em condomínios onde convivem donos de pets e pessoas são barulho excessivo, mau cheiro e, ás vezes, dividir a área comum com os bichinhos. É preciso evitar áreas comuns como o elevador. Em certos condomínios, a regra é usar o elevador de serviço.
A boa convivência entre vizinhos e pets contempla três pontos básicos. A convivência com os animais não pode representar ameaça à segurança, ao sossego e à saúde dos outros condôminos. É essencial respeitar as regras do condomínio quanto às condições necessárias para ter um pet no apartamento.
O mais importante ao se ter um animal num condomínio é o respeito. Andar com o animal sempre na guia nas áreas comuns, recolher os resíduos, manter a higiene e evitar barulho excessivo são algumas atitudes importantes para evitar problemas. Os tutores também terão que ter disponibilidade de tempo para interagir com os animais, como brincadeiras com gatos e passeios externos com cães. Os gatos têm menos problemas em ficar sozinhos.
Alguns animais beneficiam-se de um segundo animal na casa, de mesma espécie ou não. Porém, é importante procurar orientação veterinária caso deseje introduzir um novo animal em seu ambiente.
O CANIL IDEAL
Quando se vai construir qualquer coisa, devemos começar sempre fazendo uma relação dos itens a serem incorporados ao projeto. Partindo do estudo do comportamento animal buscamos, dentro do possível, proporcionar ao cão uma vida o mais próximo possível da vida natural que ele teria em seu habitat. O cão, como descendente direto do lobo, é um animal que vive em tocas, assim, o canil ideal seria um buraco no qual somente ele caberia dentro
Como o cão é “domesticado”, ou seja, obrigado a conviver em ambiente doméstico, ele terá que ser manejado de acordo com a nossa conveniência, uma vez que seremos nós os responsáveis pela manutenção da limpeza e do trato desse animal.
Os cães não necessitam de muito espaço para se abrigarem. Quanto mais próximo do tamanho dele, tanto mais feliz ele será. É por isso que as “casinhas de cachorro” fazem tanto sucesso entre os caninos. Entretanto, como nós precisamos entrar, a altura mínima da porta deverá ser de dois metros. A área mínima necessária para que os cães ficassem um pouco mais à vontade vai de acordo com o porte.
Para cães de grande a gigante porte: um quarto de 2 m x 2 m ou seja 4 m2. Um cão de grande porte deitado ocupa uma área que mede 1,50 m x 1,50 m e terá uma folga de 50 cm para poder se mexer e se revirar na sua cama.
Para cães de médio porte: um quarto de 1,5 m x 1,5 m ou seja 2,25 m2. Um cão de médio porte ocupa uma área de 1 m x 1 m e terá uma folga de 50 cm, mais 0,50 cm na largura para a passagem de um humano de um cômodo para o outro.
Para cães de pequeno porte: um quarto de 1 m x 1 m ou seja 1 m2. Um poodle toy ocupa 0,50 m x 0,50 m e terá 50 cm para poder se mexer e mais 0,50 cm na largura. No caso de ser um casal, pode-se colocar um beliche conforme planta baixa e corte, mas a área ocupada necessária seria a mesma.
A área coberta do canil ou abrigo é exatamente a área comentada no item anterior, de acordo com o porte do animal. Já a área do solário deve ser planejada de acordo com o porte do animal. Para cães de grande a gigante porte ela deve ser dimensionada mantendo a mesma largura do solário e para que o cão possa ensaiar uma pequena corrida de dois ou três passos o comprimento deverá ser de seis metros. Para cães de médio porte, ela deverá ser de três metros. Já para os de pequeno porte, uma área de dois metros.
É necessário ter uma área cercada, cimentada, áspera, de fácil limpeza onde o cão possa permanecer tomando sol por um tempo relativamente longo de 2 horas. Essa área deve ser, no mínimo de 50 m2 – 10 m x 5 m para um casal de cães de médio porte.
A posição para melhor incidência de sol também é um fator que deve ser considerado. Todos nós sabemos da importância do sol para a saúde dos nossos queridos cães. O melhor período é o da manhã, entre as 7 e as 10 horas. O que poucas pessoas sabem é que o canil deverá estar voltado de frente para a direção de onde nasce o sol no inverno de maneira que, nesse horário, o sol possa penetrar até no quarto. O sol tem um poder fantástico de eliminar eventuais bactérias das fezes, além de favorecer a ossificação.
A cama deverá ser construída com madeira especial dura, que não se estrague facilmente com as constantes mordidas dos cães. A madeira que mais se adequa à confecção da cama de cães é o IPÊ. Ela é bem resistente.
O sistema hidráulico é semelhante ao de um condomínio, conduzindo água potável a todos os boxes com a tubulação embutida. É aconselhável a instalação de um bebedouro automático, muito usado em suinocultura, de forma que o cão tenha sempre água fresca.
De qualquer jeito, automáticos ou não, os bebedouros deverão estar fixados num dos cantos, próximos ao dormitório, sob o teto mas do lado de fora, para que, se ele brincar com água, não molhe seu ambiente de dormir e, se tentar destruir, o bebedouro estará fixo.O sistema sanitário deverá ser o mais prático possível, para facilitar a limpeza. Como poderão observar na planta baixa e no corte longitudinal, ao lavar o canil com uma mangueira de pressão, todos os dejetos são “varridos” para fora do canil através de uma fresta de 6 cm sob o pré-moldado à frente da calçada e que se estende ao longo de toda a largura do solário. A vala que fica sob a grelha corre ao longo de todos os canis com uma inclinação de 10% e transporta as fezes e a urina para a fossa séptica.
As paredes deverão ser confeccionadas com tijolos de barro, chapiscadas e revestidas com uma massa de cimento-e-areia ou azulejos, para evitar que os cães, ao arranharem as paredes, façam buracos. Os tijolos mantêm um colchão de ar entre as suas superfícies, conservando a temperatura. O teto deve ser de laje com um telhado confeccionado com o madeirame e as telhas amarradas, formando também um colchão de ar entre a telha e a laje, impedindo, dessa forma que tanto o calor do sol quanto o frio da chuva atinjam o ambiente onde o cão está.
Um canil jamais deverá ser separado do outro por grade ou tela. Tecnicamente é uma incoerência permitir que dois cães separados por uma parede se vejam e impliquem um com o outro. Quando soltos, fatalmente irão brigar, além de latirem um para o outro em tempo integral, impedindo que descansem, façam suas digestões e se recuperem emocionalmente.
O QUE PODE ACONTECER NAS MORDIDAS DO CÃO E DO GATO?
Uma mordida do cão ou de um gato durante uma brincadeira pode ser algo sem importância. Mas se o animal atacar por agressividade ou reação à dor, a mordida pode ser grave e necessitar de cuidados.
A boca dos cães e gatos possui vários tipos de bactérias, assim como a nossa. Algumas delas podem causar doenças.
As mordidas dos felinos têm uma chance dez vezes maior de causar infecção aos humanos que a dos cachorros. Isso porque a mordedura é sempre mais profunda e difícil de ser totalmente desinfetada pois seus dentes são bem mais afiados.
Os gatos possuem mais bactérias nocivas ao homem, como a Pasteurella, que causa infecções. O fato dos gatos terem o hábito de lamber as patas faz com que os arranhões também sejam potencialmente perigosos, pois as unhas podem estar contaminadas por bactérias da saliva ou fungos.
Sempre que houver um acidente por mordedura causada por um cão ou gato em que haja arranhões ou sangramentos, é importante fazer a imediata desinfecção do local com água e sabão. Dependendo da profundidade e gravidade da mordida, o médico pode prescrever antibióticos preventivamente.
Algumas pessoas acreditam que a saliva do cão é cicatrizante e acham que se o cachorro da casa lamber uma ferida humana, ela cicatrizará mais rápido. Isso é um grande erro, pois o risco de contaminação por bactérias da boca do cão é muito alto.
Quanto à transmissão da raiva pela mordida ou arranhão, ela só acontecerá se o animal estiver infectado com o vírus. Este risco é minimizado pelas campanhas anuais de vacinação contra a raiva nos animais domésticos. Se a pessoa for mordida por um cão ou gato desconhecido, o animal deve ficar por 15 dias em observação. Se isso não for possível, é indicado que seja feito o tratamento preventivo da raiva no indivíduo que foi mordido.
Uma mordida leve de um animal da casa pode não ter qualquer consequência, como ocorre na maioria das vezes. Porém, pessoas com o sistema imunológico deprimido, assim como idosos ou crianças muito pequenas, podem ter consequências mais graves com infecções generalizadas.
A mordedura do gato geralmente causa vermelhidão, inchaço e dor local em poucas horas. Na maior parte dos casos, a infecção irá restringir-se ao local da mordida e regredir ou progredir para sintomas generalizados com febre e mal-estar.
A mordedura do cão poderá causar o mesmo, mas a chance de infecção ocorrer é sempre menor, embora essa possibilidade nunca deva ser desprezada.
Ter um animal de estimação não oferece risco algum à saúde humana desde que tomadas as medidas preventivas para evitar acidentes e manter a vacinação antirrábica rigorosamente em dia. Em caso de acidentes, desinfetar imediatamente toda mordedura de animais
MEU CÃO ATACA OBJETOS E OUTROS ANIMAIS
Embora você brinque com seu cão, ele precisa de muito mais exercício do que isso. Devemos passear uma vez por dia ou fazer uma caminhada acelerada de uns 30 a 40 minutos, sem deixar que ele pare para cheirar as coisas.
Nos passeios com ele, a guia deve ser mantida curta e enforcador bem no alto do pescoço, atrás das mandíbulas. Se ele fixar os olhos em algo ou alguém para atacar, assim que você perceber, dê um puxão na guia para cima, sem machucar e tire a atenção dele. É preciso estar atento e sempre puxar a guia antes do cão começar a latir e atacar. Se o animal já estiver enfurecido, será difícil controlar a situação. Detectando a posição de alerta, apenas dê o puxão rápido e continue andando firme, olhando para frente. Se o puxão não desviar a atenção, dê um “cutucão” rápido com a mão na lateral dele sem interromper a caminhada.
Sua postura nesses passeios, tem que ser firme e determinada, sem falar, mas controlando o passo do cão, nunca deixando que ele vá à sua frente, mostrará quem é que manda. Quando não puder levá-lo para o passeio, se tiver uma esteira em casa, coloque-o para andar. O exercício físico é excelente para o cão relaxar e ele ficará mais calmo.
Quanto aos ataques à objetos e animais é preciso fazer um treinamento exatamente como nas caminhadas. Coloque-o na guia, e quando alguém ou objetos chamem a atenção dele, antecipe a reação de ataque, dando um puxão na guia, tirando a atenção dele. Repita isso várias vezes, até que ele entenda que você é o líder e deixou claro que não é para ele atacar nada nem ninguém.
Atitudes do tipo cabo de guerra não é uma boa brincadeira para se fazer com um cão agressivo. Ele estará medindo forças com você, coisa que um líder nunca admite que os membros da matilha façam. O que parece ser brincadeira para nós, o encoraja. Isso é sinal verde para ele subir na hierarquia e achar que pode rosnar e atacar, afinal, líderes podem fazer isso.
Seu cão precisa entender que você manda. Ele observa sempre a nossa postura, detecta fraqueza, insegurança e medo. Não é preciso gritar, ele não entende o que você fala. Apenas tenha uma postura firme, bastante segurança que são atitudes de líder alfa. O líder não divide comida, anda sempre na frente da matilha, jamais recompensa comportamentos errados.
As pessoas fazem todas essas coisas e confundem a cabeça dos cães. Eles acabam sem ter noção da hierarquia da matilha e a se comportam de forma inadequada.
Para fazer o cão entender seus limites, é preciso entender e falar a linguagem deles, não exigindo que ele entenda a nossa. Acariciar o animal demonstrando afeto quando ele está bravo estimula comportamentos agressivos. Carinho somente quando estiver calmo e tranquilo.
O condicionamento do cão de nada adiantará se todas as pessoas da casa não colaborarem e tiverem a mesma postura firme com ele. Assim, ele ganha carinho somente quando estiver calmo e tranquilo.
Faça esses exercícios, iniciando pelas caminhadas. A recuperação do seu cão dependerá muito mais de você do que dele.
MEU CÃO TEM UM OLHO DE CADA COR
Quando os cães apresentam um olho de cada cor, e até mesmo duas cores no mesmo olho, estamos diante de uma alteração congênita chamada de heterocromia de íris.
A heterocromia de íris pode ser total (um olho de cada cor), radial (uma cor contorna a borda externa da íris e outra contorna a pupila), e fragmentada (manchas mais escuras se espalhando pela íris de um ou ambos os olhos).
Essas alterações podem ocorrer com mais frequência em cães de pelagem branca ou com albinismo parcial ou ainda com a pelagem Merle. A pelagem Merle ocorre devido a presença do gene Merle, que dilui a coloração da pelagem preta em tons de cinza e também pode produzir olhos azuis.
Este gene é mais encontrado em raças como: Pastor Australiano, Collie, Dogue Alemão, Bulldog Inglês, Dachshund de pelo longo, Dálmata, Malamute, Husky Siberiano, Old English Sheepdog, Boxer e Weimaraner.
Em geral a heterocromia de íris não está relacionada com cegueira, a não ser em raros casos onde ocorre a Síndrome do Gene Merle, que ocasiona malformações oftálmicas e também alterações nos ouvidos levando à surdez.
O CÃO FAREJADOR DE DROGAS
O problema das drogas tem aumentado de forma explosiva, desafiando as autoridades responsáveis pela fiscalização. As substâncias entorpecentes saem dos países produtores e passam pelo nosso território, sem que possamos contar na maioria das vezes com um importante aliado da fiscalização, os cães farejadores de drogas, indispensáveis nos países do primeiro mundo.
A utilização dos cães no Brasil ainda é muito restrita, ficando limitada a operações direcionadas da Polícia Federal, que possui um Canil Central em Brasília, onde os cães são treinados e posteriormente enviados para todo o país. Em alguns estados, as polícias civis e militares possuem, em pequeno número, cães treinados na busca de narcóticos. Entretanto, este número é irrisório se comparado ao dos países desenvolvidos.
A grande diferença entre o homem e os cães é o diâmetro interno do nariz, onde se situam as células sensórias do olfato. Estima-se que o homem tenha 5 (cinco) milhões destas células, enquanto que um Pastor Alemão tenha 220 (duzentos e vinte) milhões.
A sensibilidade olfativa dos cães para determinadas substâncias pode ser de cem mil a cem milhões de vezes superior ao olfato humano.
A seleção do cão para um Programa de Descoberta de Narcóticos deve enfocar vários aspectos como a raça, idade, desejo de buscar objetos, compatibilidade e intensidade de faro.
A raça do cão mais indicada é a que a habilidade olfativa seja altamente instintiva, acrescido da vontade de buscar e recuperar objetos. O Labrador Retriever e o Golden Retriever, atualmente, dominam em número a nível mundial o cenário de cães treinados e em operação no combate às drogas. Entretanto, são também utilizados Pastores Alemães e Mallinois.
Para o início do treinamento, o cão deve ter entre 18 e 24 meses. Algumas raças podem começar mais cedo, dado que apresentam maturidade precoce. As fêmeas geralmente iniciam seu treinamento antes dos machos, e aprendem mais rapidamente que eles. A maioria dos treinamentos com cães para faro começa quando o animal atinge 18 meses; porém, têm-se conseguido excelentes resultados com treinamentos de cães a partir dos 3 meses de idade.
Outra característica desejada num possível candidato a aluno-cão de um programa de treinamento de faro, é que possua um intenso desejo de recuperação, devendo recuperar todos os objetos que lhe forem determinados.
Igualmente importante está a habilidade olfativa. O cão deve descobrir e recuperar o seu brinquedo escondido. Esta tarefa deve ser executada com entusiasmo e determinação. Um cão que para de brincar em poucos minutos, perdendo o interesse pelo brinquedo, é um fraco candidato ao treinamento e à carreira de farejador de drogas.
Por último, o cão deve exibir vontade de trabalhar e executar sua busca em todos os ambientes. Se o cão nunca foi exposto a um determinado ambiente deve exibir confiança e entusiasmo para superar as dificuldades que possa ter.
O treinamento dura em média 4 meses, com dedicação integral, período durante o qual o cão vai sendo gradativamente condicionado a perceber e identificar o odor característico de cada uma das substâncias entorpecentes. Cada exercício é projetado para ser mais desafiador que o anterior.
No treinamento, a droga é acondicionada dentro de tubos de PVC ou em pequenas bolsas, confeccionadas em lona impermeável, que impedem que o cão possa vir a ter acidentalmente contato direto com a substância. Por uma série de exercícios de busca aos artigos que contém o odor da droga, o cão estabelece associações de odor.
O grau de dificuldade para que o cão encontre as drogas vai aumentando a cada novo exercício. Ao encontrar a droga, ele recebe uma toalha branca enrolada que contém o odor daquela droga que ele achou, além de elogios e do carinho do seu adestrador. Assim, ele saberá que, ao encontrar o artigo com o odor desejado será recompensado.
Existem dois tipos de alerta para os quais os cães podem ser treinados. Quando o cão é condicionado para dar uma resposta entusiástica, arranhando e mordendo no local onde a droga está escondida é chamado de Alerta Ativo. Geralmente trabalham em locais abertos e de difícil acesso.
No Alerta Passivo o cão senta ao lado dos suspeitos ou do local onde a droga estaria escondida, ou realiza um movimento previamente determinado para indicar através do sinal o local do esconderijo da substância entorpecente. São usualmente utilizados no contato direto com o ser humano.
Seja qual for o tipo de treinamento, o cão jamais, terá contato com a droga ou será recompensado com drogas. A base do sistema é o condicionamento positivo para a brincadeira e para a caça.
AUSÊNCIA DE TESTÍCULO OU CRIPTORQUIDISMO
A falta de um dos testículos é um problema transmitido dos pais para os filhos. O animal pode nascer com um testículo apenas (mais raro) ou nasce com os dois, mas apenas um desce para a bolsa escrotal (“saquinho”). Se ele tiver menos de 3 meses, pode ser tentado um tratamento hormonal para fazer o outro testículo descer, o que nem sempre dá resultado.
Este animal deve ser retirado da reprodução, pois vai perpetuar o defeito para seus descendentes, já que é de origem genética.
Nos casos onde tiver o segundo testículo retido, existe uma possibilidade de desenvolver um tumor benigno quando ele estiver mais velho (6 a 8 anos).
Queda de pelos, escurecimento da pele, síndrome de feminilização (aumento das glândulas mamárias) dentre outros problemas podem ocorrer sendo geralmente reversíveis após a remoção cirúrgica dos dois testículos.
Existe a possibilidade de se fazer cirurgia corretiva para esse tipo de problema, mas o significado é apenas estético.
Os cães com um só testículo são férteis em sua grande maioria, mas o acasalamento desses animais não é aconselhado, para que o defeito não se perpetue.