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Categoria: ARTIGOS
CRIAÇÃO DE GATOS; COM OU SEM ACESSO A RUA?
Formas de criação de gatos: indoor ou com acesso à rua?
Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre o termo ‘criação indoor’, mas o que isso significa? Criar seu animal o tempo todo ou sua maior parte dentro de casa, sem acesso livre à rua. Há um mito de que gatos precisam dar uma voltinha para seu bem-estar, visto que são animais naturalmente caçadores, mas isso pode trazer vários malefícios.
Estudos comprovam que felinos com acesso à rua vivem em média 8 anos, enquanto os gatos que têm uma vida indoor vivem em média 16 anos, podendo em muitos casos viverem até mais.
Na rua há vários perigos inevitáveis como atropelamentos, ataques de cães ou outros animais, maus tratos, reprodução descontrolada, gerando um aumento grande na população errante felina, além de brigas entre gatos, o que gera uma grande possibilidade do seu gatinho contrair FIV (Vírus da imunodeficiência felina) e FeLV (Vírus da Leucemia Felina).
Mesmo em locais pequenos, como apartamentos, há diversas opções de enriquecimento ambiental, que irá entreter seu gato e proporcionar uma boa qualidade de vida. A natureza do gato é de querer controlar o ambiente e ver as coisas do alto, então investir em prateleiras onde ele possa escalar será muito eficaz. Arranhadores feitos especialmente para gatos também valem como uma forma de distração, além de salvar o sofá de casa.
Existem vários tipos de brinquedos elaborados de acordo com o gosto de cada animalzinho, alguns contêm uma substância chamada Cat Nip ou erva do gato, que gera muito prazer para o animal e proporciona um momento de muita diversão.
Além dessas dicas é fundamental que se castre o animal para garantir que ele fique mais calmo e sem muita necessidade de sair do seu ambiente para procriação. Quanto à casa, o ideal a se fazer é telar ou colocar grades nas janelas e espaços por onde o gato possa passar, além de tomar cuidado para não deixar portas abertas e permitir sua fuga.
Diante dos fatos, o melhor é preferível para a criação indoor e evitar ao máximo que seu gato tenha acesso livre à rua, garantindo sua segurança e bem-estar. Lembre-se que é muito importante fornecer uma boa ração, manter as vacinas atualizadas e fazer visitas periódicas ao veterinário para acompanhamento. Seguindo essas dicas seu gatinho com certeza terá muita saúde e bem-estar!
Dra. Renata Bueno
SEU PET SEM MEDO DOS FOGOS DE ARTIFÍCIO, É POSSÍVEL?
O Réveillon é um dia de comemorações para nós, porém temida para os tutores e seus pets. Os estrondos ensurdecedores e os clarões nos céus pelos fogos de artifícios são aterrorizantes a todos animais. Mesmo o pet mais confiante e equilibrado pode ficar com medo de sons que não são familiares para ele. Assim, temos que procurar diminuir esta fobia, para que o seu animal de estimação fique mais tranquilo nestes casos.
Inicialmente, devemos entender a origem desse medo de fogos. A audição da maioria dos animais é muito sensível, podendo escutar a origem do som em até 6 centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz. Essa sensibilidade foi desenvolvida ao longo da evolução, com o intuito de detectar presas e aprimorar a comunicação com outros companheiros da matilha.Então, o som dos fogos, alarmes, trovões dentre outros pode ser uma fonte de inquietação. Algumas dicas podem ajudar seu pet nesta hora.
Esta dessensibilização deve ser iniciada o quanto antes com treinamentos através de alguns exercícios com o animal.
Em dias tranquilos, coloque o som de fogos para o seu pet ouvir e faça com que esse momento seja de brincadeira e diversão, para que ele associe o barulho a algo positivo e prazeroso. No início ele pode ficar amedrontado, mas com o passar do tempo ele vai se acostumando.
Acariciá-lo nesse momento não o ajuda a se ajustar ao barulho, e sim, pode fomentar o medo. Se ele se sente mais seguro em seu lugarzinho durante o tempo em que os fogos de artifício estão sendo soltos, permita que ele se esconda. Podemos ajudar a abafar o barulho externo dos fogos de artifício com o som da televisão, rádios ou até mesmo com o ventilador.
Devemos passar toda confiança para o seu pet. Lembre-se que os cães e gatos são peritos em linguagem corporal e vão saber se você estiver só fingindo estar calmo.
Pode ser colocado um algodão no ouvido do animal quando possível para que ele não escute com tanta intensidade o barulho.
Devemos sempre conferir o portão da sua casa para que os pets, quando estão com medo no momento dos fogos, fujam para rua. Uma coleira com identificação ou microchip de identificação podem ajudar localizá-lo caso isso ocorra.
Tratamentos homeopáticos podem ser utilizados para diminuir a ansiedade do animal, porém o resultado é a longo prazo. Em casos extremos, o médico veterinário responsável pode prescrever ansiolíticos ou tranquilizantes para que o animal.
Uma ferramenta que tem obtido uma taxa elevada de sucesso em reduzir o medo e a ansiedade de cães e gatos é a Thundershirt, que é uma espécie de camiseta que faz uma
pressão constante e tranquilizadora no tórax do cão, propiciando a sensação de conforto, relaxamento, e a percepção do próprio corpo e do posicionamento dele no espaço, o que lhe dá uma maior autoconfiança e sentimento de segurança.
O “Truque do Pano” ou o método Tellington Touch é uma técnica de menor custo. É sabido que animais que tem esse tipo de pavor também tem grande sensibilidade nas regiões traseiras, nas patas e nas orelhas. O método consiste em amarrar seu cachorro com uma faixa para estimular a circulação sanguínea nas regiões extremas do corpo e com isso reduzindo sua irritabilidade. O método é de fácil realização, porém tome cuidado para não apertar muito e não deixe o nó em cima da coluna. Tenha certeza que seu pet não ficará sozinho pois esse pano pode prendê-lo a móveis e levá-lo à estágios de medo ainda piores.
Lembre-se, é preciso tempo e condicionamento para que seu pet ganhe confiança para superar o pavor aos fogos de artifício. Assim, ele também se sentirá feliz com a chegada do ano novo por estar ao seu lado.
TRANSFUSÃO SANGUÍNEA EM CAES E GATOS
A transfusão de sangue ou componentes é um procedimento de urgência e não deve ser encarado como um tratamento, mas como medida de suporte para manter a sobrevida até que seja possível o diagnóstico, tratamento e recuperação. O resultado será provisório se a causa do problema não for eliminada.
A maior parte dos casos que exigem transfusões são sérios, de surgimento repentino e inesperado e apenas o médico veterinário associado aos exames clínico e laboratoriais poderá tomar a decisão por esta escolha, já que é um procedimento de risco.
A maioria dos casos de transfusão estão associados a anemia severa, grandes cirurgias, perdas sanguíneas significativas, por problemas hepáticos ou renais, hemoparasitoses, verminoses, ectoparasitas (pulgas e carrapatos), deficiências alimentares, intoxicações.
Geralmente são realizados testes de compatibilidade antes da transfusão com o sangue do doador e do receptor para prever possíveis reações. Essas provas não substituem a tipagem, nem são absolutamente seguras, mas podem prever e evitar possíveis e graves reações.
O cão doador deve ser saudável, idade entre 2 e 8 anos, peso acima de 25 kg. Eles devem ser cães com temperamento calmo para facilitar a manipulação durante a coleta. Eles devem ter acompanhamento veterinário constante, com as vacinas e vermífugos em dia, não podem estar recebendo nenhuma medicação e que nunca tenha recebido nenhuma transfusão sanguínea.
Em cães, os grupos sanguíneos são classificados pela sigla DEA (Dog Erythocyte Antigen) e podem estar presentes no animal combinados entre si.
Eles são, DEA 1.1, DEA 1.2, DEA 3, DEA 4, DEA 5, DEA 6, DEA 7 e DEA 8.
O grupo DEA 4 é o tipo mais usado com menos riscos e é considerado doador universal por ser o tipo mais prevalente.
Acredita-se que os cães não possuam uma quantidade de aloanticorpos naturais e por isso é difícil que a primeira transfusão sanguínea entre dois cães com tipos sanguíneos desconhecidos, mesmo diferentes, ocorra reações.
Nos gatos existem três tipos sanguíneos: A, B e AB (raro), onde todos os gatos do tipo B possuem alo anticorpos naturais contra o tipo A.
A maior parte dos gatos domésticos de pelo curto possuem sangue tipo A, mas isso pode variar de acordo com o país. Os gatos de raça pura costumam ter sangue tipo B.
Nos felinos não existe doador universal e uma pequena quantidade do tipo errado de sangue pode matar. Assim como nos cães, o teste de compatibilidade sanguínea nessa espécie é de grande importância.
Sendo compatíveis entre o sangue do doador e receptor podemos iniciar o procedimento. Nos primeiros 30 minutos, a transfusão sanguínea deve ser bem lenta, a não ser em urgências com grandes perdas, sempre observando as possíveis reações transfusionais. Após estes 30 minutos, a velocidade vai aumentando até atingir uma média que permita um tempo total de até 4 horas.
Para acompanhar o estado geral e sinais de reação, periodicamente são avaliados diversos parâmetros como temperatura, frequência cardíaca e respiratória. A presença do proprietário é fundamental para assegurar mais tranquilidade ao animal.
Alimentação deve ser evitada antes e depois da transfusão. Amostras de sangue do receptor serão coletadas com intervalos de uma hora, 24 horas e 72 horas após a transfusão, para acompanhamento.
Após a primeira transfusão, aumentam muito as chances de ocorrerem reações transfusionais. Mesmo que não aconteçam durante ou logo após a transfusão, que geralmente são as mais graves, reações de diferentes tipos podem se manifestar tardiamente até 3 semanas. As transfusões subsequentes, se necessárias, devem ser realizadas, preferencialmente, em até 5 dias da primeira, para minimizar o risco de sensibilização e reação a esta.
Aqui na Clínica Veterinária 4 Patas Saúde Animal desenvolvemos um programa de doadores voluntários de sangue para atender nossos pacientes. Estes doadores são previamente escolhidos, baseado nos pré-requisitos necessários. Eles estarão à disposição para doação quando necessário, sempre respeitando o intervalo de 3 meses entre as doações. Após o procedimento, são acompanhados recebendo toda assistência necessária para sua recuperação. Como benefício, eles têm acompanhamento clínico quando necessário, reforços vacinais e vermifugação gratuitamente.
Na medicina veterinária a doação de sangue também é um ato de amor e pode salvar uma vida.
XIXI DE MAIS OU DE MENOS PODE SER INSUFICIÊNCIA RENAL
Todo o líquido que seu animal ou ser humano ingere, é absorvido e passa para o sangue. Através do sangue, a água passa nos rins. As funções dos rins são essenciais a vida, pois regulam a quantidade de urina formada, liberar toxinas para fora do organismo, reter compostos importantes que não devem ser eliminados (vitaminas, proteínas, etc.) e produção da eritropoietina, hormônio que atua na produção das células sanguíneas. Quando a capacidade de filtragem dos rins apresenta-se alterada, dizemos que o animal está com insuficiência renal.
O reflexo mais importante é a alteração na quantidade de urina formada. Assim, o animal pode parar de urinar ou urinar em grande quantidade e frequência dependendo do tipo de lesão presente.
Nas lesões renais agudas, causadas normalmente por infecções urinárias, o pet urina pouco ou até mesmo chega a não urinar por um ou vários dias. Quando isso ocorre, as toxinas que deveriam ser liberadas pela urina vão sendo retidas. Intoxicado, o cão apresenta sintomas como vômitos, inapetência, apatia. Há outros fatores que podem causar diminuição na quantidade de urina como cálculos urinários (a urina é formada, mas não pode ser eliminada pela obstrução causada pela pedra), desidratação grave, hemorragias severas, dentre outras. Quando é formada pouca urina, ela se apresenta bastante concentrada, de coloração amarelo forte ou escurecida.
O tratamento da insuficiência renal consiste em eliminar as toxinas do organismo, administrando medicamentos que estimulem os rins. Também é preciso combater a causa principal da falta de formação de urina como a desidratação ou hemorragia, infecção renal, dentre outros.
No caso de lesões renais crônicas, os rins perdem a capacidade seletiva e permitem que a água, vitaminas e proteínas, sejam eliminadas em quantidade e que a ureia e a creatinina, compostos tóxicos, sejam retidos. O animal passa a urinar a todo o momento, em quantidade exagerada e bebe muita água. Vômitos, falta de apetite, desidratação e emagrecimento são sintomas comuns no quadro. A anemia ocorre em animais com insuficiência renal crônica, já que os rins produzem fatores que estimulam a formação de sangue pela medula óssea, a eritropetina. Diabetes, medicação a base de cortisona por longos períodos, também podem fazer com que o animal urine muito.
O tratamento da insuficiência renal crônica visa restabelecer o equilíbrio orgânico com dieta apropriada, baixa em proteína, suplementos vitamínicos, na tentativa de aumentar a capacidade dos rins. Nas lesões crônicas, que muitas vezes se manifestam quando grande parte dos rins já perdeu suas funções, não é possível a recuperação do órgão, mas apenas controle da doença.
O diagnóstico da doença renal é feito através de exames laboratoriais, radiografias e ultrassonografia.
O transplante de rins já é feito em animais, porém, não é uma cirurgia rotineira e é necessário haver um doador compatível. A hemodiálise é um tratamento realizado em cães e gatos com bastante sucesso. É importante ficarmos atentos às alterações significativas no hábito de urinar de nossos animais. Socorrer a tempo é o tratamento mais eficaz.
HIERARQUIA
Quando se tem mais de um cão em casa, as brigas entre eles poderão acontecer. Entendendo como os cães se comportam hierarquicamente, você certamente evitará muitas brigas entre seus animais.
O cão alfa ou líder é sempre o primeiro a ser alimentado, preparado para saídas, afagado. Isso para os cães não é injustiça, muito pelo contrário, é a regra natural das coisas.
Os cães são animais sociais, acostumados a viver em grupo, onde cada um tem o seu lugar na hierarquia. Para os cães não existe um nível de igualdade entre os componentes da matilha. Existe um líder dominante, que não é necessariamente o cão mais forte, mas sim o mais justo. É ele quem vai decidir a hora de caçar, atacar, comer, descansar e, principalmente, é ele quem vai manter a ordem e a paz na matilha. Ele está sempre atento e alerta a qualquer movimento estranho. Quando os cães são ainda filhotes, brincam muito entre si de uma brincadeira chamada dominante X dominado, o que nessa hora é diversão, mais tarde torna-se lei.
Quando os cães começam a crescer, geralmente se sentem fortes o suficiente para conquistar a liderança, iniciando as brigas entre os membros da matilha. Cabe ao dono dos animais reforçar a liderança do atual líder (a não ser que ele já esteja velhinho e/ou aceite que outro fique com a liderança).
É claro que o líder alfa, o grande chefe, sempre deve ser o tutor. Nunca deixe qualquer cão pensar que pode tomar a liderança do dono. Quando isso acontece, a volta à normalidade é dolorida, pois o relacionamento com o animal muda drasticamente.
O cão alfa ou líder é sempre o primeiro a ser alimentado, preparado para saídas, afagado. Isso para os cães não é injustiça, muito pelo contrário, é a regra natural das coisas. Quando tudo funciona assim, os cães vivem na mais perfeita harmonia. Isso porque o líder (o tutor) está fazendo sua parte direitinho; assim, nenhum outro cão precisa se preocupar, pois sabe que na hora certa ele terá comida, afago e brincadeiras.
PARALISIA DOS MEMBROS POSTERIORES
Lesões por traumas como quedas e atropelamentos, ou ainda, nervosas provocadas por doenças infecciosas como a cinomose, podem provocar uma dificuldade de locomoção para os animais.
No caso de lesões nervosas, a dificuldade de se locomover pode ser parcial onde o animal sente os membros, mas tem dificuldade para andar, ou total, quando existe ou não sensibilidade nas patas, mas o animal não se locomove. Normalmente, quando o animal não reage à dor por mais de 24 horas, a paralisia é irreversível.
A paralisia de origem neurológica ocorre com frequência nos traumatismos causados por atropelamentos, e em cães idosos que apresentam alterações graves na coluna, como hérnia de disco ou “bico de papagaio”.
Esses animais são tratados com medicamentos, cirurgia (em alguns casos) e fisioterapia. Dependendo da lesão sofrida no sistema nervoso, o cão pode não voltar a andar. Associado a esse quadro temos a questão da incontinência urinária e fecal, ou seja, o animal pode perder o controle voluntário da urina e fezes, o que se torna um grande problema para o proprietário e motivo para a eutanásia em cães e gatos com paralisias irreversíveis.
Uma grande ajuda para animais em recuperação e para os casos de paralisia irreversível é o andador para cães e gatos.
O andador ortopédico desenvolvido por Médicos Veterinários e Engenheiros é indicado para animais que perderam parcial ou totalmente a movimentação ou força de sustentação dos membros posteriores. Pode então atuar de forma fisioterápica até a recuperação do animal, ou de forma definitiva, quando a lesão é irreversível. Em casos que ocorram incontinência urinária ou distúrbios gastrointestinais, o andador pode ser utilizado de forma periódica, pois possui design avançado que permite ao animal urinar ou defecar sem que exista a necessidade de retirá-lo do mesmo. Os tutores agora têm a opção do não sacrifício dos animais com paralisia permanente, pois dispõem de um recurso que não causa sofrimento ao animal ou transtorno para o dono.
A IMPORTÂNCIA DO EXAME OFTALMOLÓGICO NA VETERINÁRIA
A oftalmologia constitui um importante ramo da Medicina Veterinária, sendo comum e frequente a ocorrência de afecções oculares nas espécies domésticas.
O diagnóstico das oftalmopatias baseia-se no histórico completo, obtido através das informações relatadas pelo proprietário; exames sistêmicos (geral) e oftálmico do paciente, bem como aplicação de testes diagnósticos.
O olho e a região periocular são examinados, inicialmente em ambiente iluminado, verificando-se a presença de alterações mais evidentes, como secreção, hiperemia, edema, alopecia, ferimentos e assimetrias; são também aplicadas provas para verificar a acuidade visual. Após, o exame oftálmico passa a ser realizado em sala escura, para que permita a visibilização de estruturas como a córnea, a íris e o cristalino, assim como as pálpebras, os cílios e a membrana nictitante, estes considerados anexos oculares. Caso haja necessidade, estas estruturas devem ser inspecionadas com lupa ou em lâmpada de fenda, para um exame mais minucioso.
O animal é submetido, ainda, a testes com a finalidade de medir a produção da lágrima, verificar a existência de lesões na córnea, através do uso do corante fluoresceína, e mensurar a pressão intraocular.
O diagnóstico acurado e precoce da doença ocular permite estabelecer tratamento adequado, o que torna melhor seu prognóstico. A detecção de doenças sistêmicas concomitantes é de fundamental importância, pois muitas possuem manifestações oculares, como a toxoplasmose, a erliquiose, a cinomose e o diabetes.
As principais oftalmopatias que acometem os cães e gatos são as ceratites, uveítes, glaucoma e a catarata.
As ceratites são processos inflamatórios da córnea e se classificam, em decorrência da sua etiologia, em infecciosas, alérgicas, traumáticas, idiopáticas e secundárias a doenças sistêmicas. Relativamente à profundidade da lesão, dividem-se em superficiais, intersticiais ou profundas, podendo, ainda, ser ulcerativas ou não. Como sinais clínicos comuns nas ceratites podemos citar perda de transparência da córnea, dor, sensibilidade à luz, blefaroespasmo e lacrimejamento. Nos casos crônicos ocorrem, ainda, vascularização e pigmentação da córnea. Na ceratoconjuntivite seca, há aumento na produção de muco, ressecamento e espessamento da conjuntiva.
Deve-se estabelecer a causa da enfermidade, para que se possa iniciar a terapia adequada para eliminar o fator desencadeante, prevenir a progressão da doença e promover a cicatrização. O tratamento pode ser clínico, envolvendo o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e imunossupressores. As ceratites ulcerativas extensas ou as profundas exigem intervenção cirúrgica, com a realização de recobrimentos ou a aplicação de enxertos.
A uveíte ou inflamação da úvea que é constituída pela íris, corpo ciliar e coróide, pode ter origem infecciosa, imunomediada, tóxica, traumática ou desconhecida. Na maioria dos casos, é secundária a doenças sistêmicas.
Os sinais clínicos mais comuns são sensibilidade à luz, dor, blefaroespasmo, hiperemia, lacrimejamento, miose, hifema e diminuição da pressão intraocular.
O tratamento consiste no uso de anti-inflamatórios tópicos e sistêmicos e de cicloplégicos. Nos casos de uveíte secundária, é necessário tratar a causa primária. A doença pode levar provocar aderências, glaucoma e catarata.
O glaucoma é uma doença com múltiplas etiologias que resulta na destruição da função, estrutura ocular eleva a um aumento na pressão intraocular. Pode ser decorrente da má formação ou obstrução do ângulo de drenagem; bloqueio pupilar e luxação do cristalino. Estes fatores acarretam a não eliminação do humor aquoso e consequente aumento da pressão intraocular, que é detectada por meio de tonômetro eletrônico.
O glaucoma pode ser classificado em congênito, primário e secundário. Os dois primeiros tipos acometem cães das raças Basset Hound, Dachshund, Cocker Spaniel, Poodle e Schnauzer miniaturas, Husky Siberiano, Fox Terrier, Chiuhahua, Beagle, Border Collie, dentre outras.
A doença se manifesta por sinais clínicos como edema de córnea, congestão de vasos oculares, dilatação da pupila, aumento da pressão intraocular e do bulbo do olho, dor e blefaroespasmo.
O tratamento visa a diminuir a produção do humor aquoso ou a aumentar a sua drenagem, podendo ser clínico ou cirúrgico. O prognóstico é reservado, sendo o tratamento raramente curativo e nem sempre eficaz.
A catarata, que é a opacificação do cristalino. A maioria das cataratas, em cães, é de caráter hereditário e de manifestação bilateral. Em gatos, o processo geralmente é secundário a outras oftalmopatias, como as uveítes, por exemplo. A catarata pode ser desencadeada por doenças como o diabetes e as uveítes, pelo contato com substâncias tóxicas e por tumores intraoculares.
Relativamente à idade do paciente, a catarata pode ser classificada em congênita, juvenil, adulta ou senil. A congênita está presente por ocasião do nascimento e é comum no Schnauzer, Pastor Alemão e Cocker Spaniel. A juvenil ocorre em animais com menos de dois anos, sendo comumente diagnosticada em Afghan Hound, Cocker Spaniel, Golden Retriever e Poodle. A catarata dos adultos surge em cães com dois a seis anos, principalmente na raça Cocker Spaniel. As cataratas senis desenvolvem-se em pacientes com idade avançada e são extremamente frequentes nos cães.
Não há tratamento clínico efetivo. Quando é causada por outras doenças (diabetes, inflamação intraocular etc) a doença primária deve ser tratada. Há períodos em que a catarata não prejudica a visão, mas quando há déficit visual, a remoção cirúrgica da lente (cristalino) deve ser considerada. A cirurgia é verdadeiramente delicada e cuidados intensivos no pós-operatório, juntamente com cooperação do paciente, são essenciais para o sucesso do procedimento.
O tratamento para a catarata é essencialmente cirúrgico, através de métodos tradicionais ou, atualmente, por meio de facoemulsificação, possibilitando a obtenção de excelentes resultados.
O exame de eletrorretinografia que avalia a atividade elétrica da retina em resposta a um estímulo luminoso é usado quando o oftalmologista não consegue examinar a retina porque a lente encontra-se opacificada. Se a eletrorretinografia for negativa, a retina não é funcionante, neste caso, a cirurgia não deve ser considerada.
A cirurgia não deverá ser realizada em olhos com cicatrizes extensas e adesões da córnea.
Não há grande urgência para se tomar a decisão pela cirurgia. Consulte um médico veterinário oftalmologista para saber mais sobre a cirurgia.
ESCOLHENDO O ACESSÓRIO IDEAL PARA PASSEAR COM SEU CÃO
Hoje em dia uma imensa variedade de guias, peitorais, enforcadores e coleiras de vários modelos, tamanhos, cores e estampas para levar o cão para passear estão disponíveis em um Pet Shop. Antes de escolher os acessórios para seu cão devemos considerar sua raça, seu porte e idade, ao invés de se preocupar apenas com a estética do produto.
O acessório mais adequado para seu cão é aquele mais simples, confortável e seguro.
A coleira ainda é a melhor opção para passear com seu cão. Ela precisa ser confortável, resistente e deve estar bem ajustada no pescoço do cão. A largura deve ser compatível com o seu porte, ou seja, nem muito fina e nem muito larga. As mais recomendadas são as coleiras de nylon.
O acessório mais adequado para seu cão é aquele mais simples, confortável e seguro.
A coleira ainda é a melhor opção para passear com seu cão. Ela precisa ser confortável, resistente e deve estar bem ajustada no pescoço do cão. A largura deve ser compatível com o seu porte, ou seja, nem muito fina e nem muito larga. As mais recomendadas são as coleiras de nylon.
Se você não consegue conduzir seu cão com uma coleira simples, o headcollar é a melhor escolha. Ele é uma coleira que envolve a cabeça e o focinho do cão, o que torna mais fácil sua condução sem machucar e nem enforcar, exigindo pouca força física para conduzir o cão, mesmo que seja um de porte gigante. Para isso basta fazer com que o cão acostume com a coleira e sair para passear.
A guia é outro acessório que devemos estar atentos na hora da compra. As mais indicadas são as de algodão, corda, de couro ou nylon com mosquetão giratório. O tamanho mais recomendado é 1,5 m. Guias grossas e pesadas não são práticas e são desconfortáveis para ambos. Guias muito finas são difíceis para segurar.
A guia ideal deve ser leve e resistente mas compatível com o tamanho do cão. Evite utilizar guia retrátil, elásticas ou com amortecedores pois elas estimulam o cão a puxar. Para permitir uma maior movimentação do cão utilize uma guia longa de 10 metros de nylon, corda ou algodão.Peitorais são uma boa opção para cães bem pequenos. Como o peitoral estimula o cão a puxar, quanto maior o cão, maior será a dificuldade para conduzi-lo.
Os enforcadores tem como função de causar um desconforto no cão sempre que ele puxar a guia. Eles funcionam bem, mas quando não utilizado corretamente pode ferir e o cão acostuma com o desconforto e continua puxando a guia o tempo todo durante o passeio. Se mesmo assim você pretende usá-los, utilize os de corda, nylon ou de couro, sempre bem ajustado no pescoço do cão e a largura deve ser compatível com o seu porte, ou seja, nem muito fino e nem muito largo.Ao contrário dos enforcadores comuns, o enforcador ajustável com limitadorpode ser ajustado para enforcar o cão apenas até um determinado ponto, sendo assim mais seguros para seu cão. Além do limitador, o enforcamento ocorre em dois pontos diferentes do pescoço do cão, na parte de cima, reduzindo assim as chances de machucá-lo. Se pretende usar um enforcador para passear com seu ele é uma opção bem mais segura do que os enforcadores comuns.
Enforcadores de garras são coleiras com grampos que ferem o pescoço do cão. Quanto mais ele puxa, mais se machuca, podendo até perfurar a traqueia. Seu uso é não é indicado.
Agora é só escolher os acessórios adequados para seu cão e bom passeio. Lembre-se de fazê-los nas horas mais frescas do dia, hidratando bem o seu pet.
ENVENENAMENTOS
Não é raro um animal ingerir um produto que possa causar-lhe intoxicação. A maioria dos princípios tóxicos causa vômitos, diarreia, apatia e, em casos graves, convulsões ou outros sinais neurológicos. A intoxicação pode ocorrer também se o tóxico for absorvido pela pele.
Assim, pets com ferimentos não devem receber tratamento antipulgas, carrapaticidas ou sarnicidas, usando produtos inseticidas. Não deixe que o animal lamba a espuma ou a água durante o banho com esse tipo de produto.
É importante socorrer o animal imediatamente, caso se tenha observado a ingestão de um tóxico, ou quando do aparecimento de sinais clínicos que nos levem a suspeitar de intoxicação associado a eventos recentes como um banho antipulgas ou carrapaticida recente, dedetização na casa ou uso de inseticida doméstico, tintas dentre outros.
A indução do vômito, logo após a ingestão de produtos como inseticidas é uma medida eficaz para ajudar a eliminar o veneno. No entanto, nem sempre a indução do vômito é recomendada, como no caso de ingestão de substâncias extremamente irritantes ou cáusticas (produtos de limpeza, alvejantes, sabão em pó, planta “comigo ninguém pode”.). Nesses casos, recorre-se à lavagem gástrica, feita na clínica veterinária.
Esta indução pode ser conseguida administrando ao animal por via oral, lentamente no canto da boca com auxílio de uma seringa, 5 a 10 ml de água oxigenada 3% ou água morna com sal em intervalos de 5 ou 10 minutos. Cuidado para não ir para o pulmão.
Uma outra medida eficaz nas intoxicações é impedir que o tóxico seja absorvido pelo organismo. Para isso, faz-se uso de substâncias como o carvão ativado, misturado à água do animal. Essa medida só tem efeito que realizada logo após à ingestão do tóxico.
Sempre que possível, levar a embalagem do produto que, suspeita-se, tenha intoxicado o animal pois existem substâncias diferentes que causam sintomas semelhantes. O veterinário, conhecendo o princípio tóxico, poderá instituir um tratamento adequado.
Em caso de suspeita de envenenamento criminoso, urina, vômito, excreções e sangue, devem ser colhidos para análise. Se houver morte do animal, fragmentos de órgãos como rim e fígado devem ser coletados e congelados para análise o mais rápido o possível. A perícia, feita por um veterinário capacitado, necessitará desses elementos para emitir um laudo e concluir se houve crime.
Nunca tente tratar um animal intoxicado por conta própria ou demore para levá-lo ao veterinário. Assim, a chance de sobreviver é maior.
DIARREIA EM GATOS PODE INDICAR PROBLEMAS MAIORES
A diarreia em gatos é um sintoma que pode se manifestar em função de muitos problemas diferentes e pode indicar a existência de alguma doença mais séria.
Embora nem todos os casos signifiquem que há algum problema grave, a observação dos sintomas e da evolução do quadro é sempre necessária. Portanto, ao notar esse sinal, marque uma consulta com um médico veterinário, para que ele possa avaliar a saúde do animal e excluir a possibilidade de patologias mais complicadas.
Viroses, vermes, parasitas, bactérias, infecção alimentar e até mudanças na dieta podem acabar desencadeando o surgimento da diarreia e de diferentes doenças em gatos.
Outros sinais com a diarreia em felinos também podem ser bons indicativos da presença de doenças mais graves e, por isso, é de grande importância estar sempre atento a mudanças de comportamento ou disposição no felino quando há a presença de diarreia, que também pode ocorrer em função da doença intestinal inflamatória felina.
A infecção alimentar pode ser causada pela ingestão de lixo ou alimentos estragados que os gatos possam ingerir nos seus passeios pelas redondezas de seus lares, podendo causar a diarreia. Além da ingestão de alimentos estragados, os alimentos humanos também podem provocar a diarreia nos gatos já que não são apropriados para eles.
Devemos levar em conta as mudanças bruscas na alimentação como originem dos casos de diarreia já que o organismo do animal, acostumado com um tipo de dieta, acaba sendo prejudicado por mudanças significativas no que o felino come mesmo que a nova dieta seja composta por comidas feitas especialmente para a espécie. Assim, ao pensar em modificar a alimentação do seu gato, consulte um veterinário; para que ele possa indicar a melhor forma de fazer as modificações necessárias sem prejudicar o animal.Doenças virais causadas podem, em grande parte dos casos, serem responsáveis pelo aparecimento da diarreia em gatos. A Panleucopenia, Coronavirose, infecção por Astrovírus, Rotavirus, FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina; mais conhecido com a AIDS Felina), FeLV (Vírus da Leucemia Felina) e FIP (Peritonite Infecciosa Felina) também podem gerar a ocorrência do problema.
A infecção do felino por bactérias como salmonella, campylobacter e escherichia coli também podem levar a diarreia em gatos. A escherichia coli é uma das principais responsáveis por infecções no trato urinário dos felinos.
As verminoses como lombrigas, ancilóstomo, giárdia (que causa o aparecimento de fezes esverdeadas ou amareladas na diarreia), toxoplasma entre outros, são alguns dos que podem causar a diarreia nos felinos.
Uma causa muito comum é o envenenamento. A ingestão e o contato com produtos tóxicos também podem gerar a diarreia em gatos além de vômitos, entre outros sintomas. Produtos de limpeza, substâncias usadas em dedetização, venenos e iscas para matar insetos, baratas ou ratos podem ser muito perigosos, causando o seu envenenamento. Não podemos esquecer o envenenamento por medicamentos contraindicados para os felinos ou por doses elevadas. Jamais praticar a medicação de seu pet por conta própria.
A Doença inflamatória intestinal dos felinos também pode causar diarreia associada com vômitos frequentes formam um conjunto de sinais típicos da doença inflamatória intestinal felina. Esta doença crônica é comumente encontrada em felinos com grande sensibilidade alimentar e é caracterizada pela deficiência de absorção e digestão dos nutrientes ingeridos pelo animal.
Parecem ser irrelevantes, mas o estado psicológico alterado dos felinos também pode provocar a diarreia; e mudanças bruscas de ambiente, solidão e o convívio em locais que tornem o animal estressado podem ser fatores responsáveis pelo desencadeamento do quadro nos bichanos.
Em boa parte dos casos em que a motivação principal para a diarreia felina tem origem em outras doenças, é possível que o quadro se torne crônico, gerando perigos maiores e mais concretos para a vida e a saúde do animal. Para ser definida como crônica, a diarreia do bichano deve durar mais de dez dias; sendo que, na maior parte das ocorrências, as fezes desse tipo de quadro são caracterizadas pela cor escura e a presença de sangue.
Embora nos casos em que a diarreia não é acompanhada por nenhum outro sintoma o caso, provavelmente, não seja de grande gravidade, é preciso ficar muito atento quando o quadro vem acompanhado por mais sinais ou persiste por períodos prolongados, já que, nesse tipo de situação, a diarreia comumente é só mais um sintoma desenvolvido em função de um problema maior e bem mais complicado.
Conforme exposto, ao notar um conjunto de sinais disfuncionais no seu bichano de estimação, é necessário encaminhá-lo imediatamente para uma consulta com um profissional veterinário, permitindo que ele faça um diagnóstico mais preciso e que um tratamento seja iniciado de maneira rápida e eficaz.
Além das doenças e das complicações expostas anteriormente, também há a possibilidade de que o animal desenvolva um quadro de desidratação pela diarreia crônica.